Início » Economia » Argentina registra pior inflação dos últimos 25 anos
GOVERNO MACRI

Argentina registra pior inflação dos últimos 25 anos

No primeiro ano de governo Macri, país registra inflação de 41% provocada por aumentos generalizados em serviços básicos

Argentina registra pior inflação dos últimos 25 anos
Buenos Aires registrou inflação de 41%, bem acima dos 25% que Macri havia prometido (Foto: Wikimedia)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Em seu primeiro ano à frente da Argentina, o presidente Mauricio Macri enfrentou uma das piores recessões da história do país. O governo divulgou esta semana os dados da inflação de Buenos Aires, que dita a tendência em todo o país e alcançou os 41%. É o pior índice dos últimos 25 anos.

O número ainda está bem abaixo da marca histórica de 84% de inflação em 1991, em uma época anterior a que o peso valia um dólar, no processo de convertibilidade, mas está muito acima dos 25% que Macri havia prometido. Em 2002, o país registrou um número semelhante ao chegar também a uma inflação de 41%, após passar por uma desvalorização de 300%.

O índice poderia ter sido ainda pior se o aumento não fosse freado em dezembro, quando os preços subiram menos que a média dos meses anteriores (1,2%). Segundo estimativas de grupos privados divulgadas pela oposição no Congresso argentino, o índice de preços em todo país aumentou 40,3% em 2016.

“Ainda está longe do 1,3% mensal necessário para cumprir o teto de 17% estabelecido no Orçamento. Está longe dos objetivos planejados e fica claro que a luta contra a inflação está sendo perdida”, afirmaram os deputados de oposição em um comunicado.

Muito dessa recessão econômica no país vem sendo provocada por reajustes em diversas tarifas de serviços básicos do país. Desde que assumiu a presidência, Macri tem dificultado o acesso a programas sociais e grande parte dos subsídios instituídos pelos governos Kirchner.

Com isso, serviços como gás, luz e água chegaram a ter aumentos de 300% a 2.000% na tarifa. Mas os números diminuíram após ações judiciais.

Esta semana, Nicolás Dujovne assumiu como novo ministro da Fazenda argentino, no lugar de Alfonso Prat-Gay, e Luis Caputo foi nomeado ministro das Finanças. Com isso, governo e analistas acreditam que o país voltará a crescer em 2017, depois de anos de estancamento e um de recessão.

Fontes:
El País-Argentina confirma a pior inflação em 25 anos no primeiro ano de Macri
IstoÉ Dinheiro-Oposição aponta que inflação na Argentina atingiu 40,3%

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *