Início » Economia » As agruras da Grécia para seguir na zona do euro
Crise econômica

As agruras da Grécia para seguir na zona do euro

Muitos países europeus acreditam que a saída da Grécia seria algo bom para a zona do euro, mas o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, está decidido a ficar

As agruras da Grécia para seguir na zona do euro
Desde 2010, a Grécia cortou os gastos do governo em 28 bilhões de euros (Foto: Pixabay)

Das várias regras que regem o euro, uma supera todas: a adesão é condicional. Após a adesão ao euro, em 2001, e os resgates financeiros feitos nos últimos cinco anos, tem sido dito a mesma coisa para Grécia: para fazer parte, é preciso preencher os rigorosos padrões econômicos que sustentam a zona do euro, comunidade de 19 nações.

Agora, a visão que está se criando na Europa é que o projeto da moeda única seria mais bem sucedido com a saída da Grécia. Porém, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, está empenhado em ficar na zona do euro. Ele se mostrou disposto a substituir os linhas-duras em seu gabinete por líderes partidários que iriam apoiá-lo em fazer um acordo com a Europa.

As discussões prosseguiram em um encontro de ministros das finanças europeus, em Luxemburgo, nesta quinta-feira, 18. Em menos de duas semanas, a Grécia deve reembolsar 16 bilhões de euros para o Fundo Monetário Internacional, um dos seus credores.

Na Alemanha, o medo é que o fornecimento de novos empréstimos para a Grécia, sem extrair mais cortes de gastos, represente um passo decisivo em direção a chamada “união de transferência”, onde nações ricas forneceriam ajuda a países mais pobres.

Enquanto isso, a Grécia vive um conflito. Embora as pesquisas ainda mostrem um apoio esmagador ao euro, a maioria dos gregos está farta das duras medidas de austeridade, que têm sido uma condição para os 240 bilhões de euros em empréstimos ao país. Desde 2010, a Grécia cortou os gastos do governo em 28 bilhões de euros – cerca de 15% de sua economia total.

Para completar, o partido de Tsipras, o Syriza, começa a dar sinais de racha. A ala mais radical começou concordar com os demais países do bloco e pede pela saída grega. Para eles, a Grécia não pode e não deve ser forçada a viver dentro da camisa de força que é a econômica da zona do euro.

Fontes:
The New York Times-In Eurozone, Growing Support for a Greek Exit

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *