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As mulheres administram empresas de maneira diferente que os homens?

Algumas pessoas questionam se a crise financeira teria sido tão catastrófica se o banco Lehman Brothers se chamasse Lehman Sisters

As mulheres administram empresas de maneira diferente que os homens?
É provável que os Estados Unidos elejam Hillary Clinton como sua primeira presidente do sexo feminino (Reprodução/Flickr)

Um a um, os cargos mais cobiçados estão sendo conquistados pelas mulheres. General Motors, IBM, PepsiCo, Lockheed Martin e DuPont estão entre algumas das muitas empresas de grande porte americanas dirigidas por mulheres. A Universidade de Oxford irá seguir em breve o exemplo da Universidade de Harvard, com a eleição da primeira reitora na história da instituição;  e no próximo ano é provável que os Estados Unidos elejam uma ex-aluna de Harvard como sua primeira presidente do sexo feminino.

No entanto, as mulheres ainda têm um longo caminho a percorrer; segundo o New York Times, na presidência das grandes empresas americanas os homens chamados John, um nome bastante comum nos EUA, são muito mais numerosos do que as mulheres. Porém a tendência é clara. As mulheres representam mais de 50% dos jovens com diploma  universitário contratados por empresas importantes na economia do país.

Será que, sob a direção desse número crescente de mulheres, as empresas terão um estilo de administração diferente da dos dirigentes masculinos? Há 40 anos as feministas achariam essa pergunta humilhante. Pioneiras como Margaret Thatcher diziam que, se tivessem oportunidade, as mulheres seriam capazes de fazer, e fariam, um trabalho igual ao dos homens.

Mas, hoje, alguns acadêmicos da área de administração afirmam que as mulheres se destacam por suas qualidades de liderança mais valorizadas pelas empresas modernas. Algumas pessoas, baseadas em pesquisas que indicam haver uma relação entre os níveis de testosterona e a tendência a assumir riscos, questionam se a crise financeira teria sido tão catastrófica se o banco Lehman Brothers se chamasse Lehman Sisters.

Os defensores dessa opinião gostam de citar dois estudos da McKinsey, realizados em 2007 e 2008, com exemplos abrangentes de diversos executivos de segmentos diferentes da economia. A empresa de consultoria identificou cinco “comportamentos de liderança” presentes com mais frequência em mulheres do que em homens: capacitação e desenvolvimento de pessoas; estabelecimento de expectativas e recompensas; atitudes que servem de modelos; ações inspiradoras; e gestão participativa na tomada de decisões. Esses comportamentos têm um valor especial nas empresas modernas com estruturas menos hierarquizadas. Por sua vez, os dois estudos revelaram que os homens adotam em geral um comportamento mais antiquado do que as mulheres, com ações controladoras e corretivas e tomadas de decisões com uma visão individualista.

Os que defendem que as mulheres estão mais bem preparadas do que os homens para administrar as empresas modernas apoiam-se em dois argumentos. Primeiro, as mulheres teriam um desempenho melhor em uma administração “andrógina”, ou seja, uma mistura poderosa de  características supostamente “masculinas” e “femininas”. Esse atributo tem um valor especial para empresas em um processo de transformação profunda, que exige uma estratégia de autoridade e controle, assim como de gentileza e colaboração. E em segundo lugar, as mulheres diferenciam-se dos homens não só por seu estilo de liderança, como também pelos valores que imprimem ao trabalho. O comportamento das mulheres é mais influenciado por sentimentos de compaixão e justiça do que os homens.

Fontes:
The Economist-Sex in the boardroom

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