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Robótica

Automação e desemprego

Embora os temores de que a tecnologia irá deslocar postos de trabalho sejam antigas, há sinais de que este tempo pode realmente estar próxim

Automação e desemprego
Não se sabe ao certo que postos de trabalhos as máquinas substituirão e quais novas profissões e cargos serão criadas nos próximos ano (Reprodução / NYT)

Embora os temores de que a tecnologia irá deslocar postos de trabalho sejam antigas, há sinais de que este tempo pode realmente estar próximo. Os avanços tecnológicos dos últimos anos permitiu que máquinas imitem a mente humana e aprendam novas coisas, não apenas sejam programadas. Além disso, elas já desempenham trabalhos de conhecimento e serviços diferenciados do trabalho de fábrica.

Nos últimos 15 anos a tecnologia digital se inseriu em quase todos os aspectos da vida cotidiana e extraordinária, deixando o mercado de trabalho com um mal-estar. Mesmo com a melhora recente da economia global, a percentagem de adultos em idade ativa que estão trabalhando é substancialmente mais baixa do que há uma década – e inferior a qualquer ponto na década de 1990.

Não se sabe ao certo que postos de trabalhos as máquinas substituirão e quais novas profissões e cargos serão criadas nos próximos anos. Mas atualmente robôs já são utilizados para administrar sedativos a pacientes em um hospital, por exemplo. Um  robô mensageiro fornece itens para quartos das pessoas em hotéis e um algoritmo de software escreveu um artigo sobre um terremoto que The Los Angeles Times publicou.

Há quem acredite que a tecnologia irá criar tantos empregos como fez substituir por máquinas. Mas, até mesmo um grande defensor desta tese Lawrence H. Summers, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, disse recentemente que ele já não acredita que a automação irá criar novos postos de trabalho. “Esta não é uma possibilidade futura hipotética”, disse ele. “Isso (o desemprego) é algo que está surgindo diante de nós agora.”

Erik Brynjolfsson, economista do MIT, apesar de reconhecer que este é  o maior desafio para a próxima década, ele acredita que a sociedade tem a chance de enfrentar isto de uma forma positiva. Para ele, além de fazer alguns trabalhos obsoletos, as novas tecnologias também complementaram habilidades das pessoas e lhes permitiu serem mais produtivas – como a Internet e processamento de texto, para trabalhadores de escritório, ou cirurgia robótica, para os cirurgiões.

A disponibilidade de emprego já é um problema crônico nos EUA.  Cerca de 50 anos atrás, um em cada 20 homens entre a idade de 25 e 54 anos não tinha trabalho. Desde aquele período, a força de trabalho ficou muito mais saudável e melhor educada. De fato, os avanços na educação foram bem maiores do que podemos esperar para as próximas duas gerações. Ainda assim, é razoável estimar que um entre seis homens entre 25 e 54 não estarão trabalhando se e quando a economia retornar a condições cíclicas normais. Se as tendências atuais continuarem, pode ser que, daqui a uma geração, 25% dos homens de meia-idade não terão emprego em nenhum momento.

Mas, para outro especialista do MIT, David Autor, existem certas habilidades humanas que as máquinas provavelmente nunca replicarão, como o senso comum, a adaptabilidade e criatividade. Até os trabalhos que se tornam automatizado muitas vezes exigem o envolvimento humano, como médicos de prontidão para auxiliar o anestesista automatizado, chamado Sedasys .

 

Fontes:
NYT - As Robots Grow Smarter, American Workers Struggle to Keep Up

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    Cada vez mais é necessária mais mão de obra qualificada, para produzir com qualidade, e saber manter os aparelhos computorizados em bom funcionamento.

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