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FLEXIBILIZAÇÃO QUANTITATIVA

Banco central americano voltará a aumentar as taxas de juros

O Federal Reserve (Fed) pretende reduzir o balanço patrimonial da instituição de US$4,5 trilhões em títulos do Tesouro e títulos hipotecários

Banco central americano voltará a aumentar as taxas de juros
O Fed deveria reduzir seu balanço patrimonial para elevar as taxas de juros de longo prazo (Foto: Wikimedia)

Antes da crise financeira mundial, os ativos do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, totalizavam cerca de US$850 bilhões. Durante e após a crise financeira o Fed usou a política de flexibilização quantitativa (QE) para comprar uma grande quantidade de títulos do Tesouro e títulos hipotecários pagos com a impressão de dinheiro. Agora pretende reduzir seu balanço patrimonial avaliado em US$4,5 trilhões, com a venda de alguns ativos.

O Fed recorreu à QE para estimular a economia depois de reduzir a taxa de juros de curto prazo a um nível mais baixo possível. Mas não há consenso a respeito do desempenho da QE em termos de política monetária. Segundo Ben Bernanke, ex-presidente do Fed, a flexibilização quantitativa “funciona na prática, mas não na teoria”. No entanto, seu uso aumentou o preço dos títulos de longo prazo, o que, por sua vez, reduziu as taxas de juros de longo prazo.

O Fed, agora, sob a presidência de Janet Yellen, está aumentando aos poucos as taxas de juros de curto prazo, com o objetivo de controlar a inflação. Assim, nessa linha de raciocínio, o Fed deveria reduzir seu balanço patrimonial para elevar as taxas de juros de longo prazo.

Porém, a liquidez ajuda a manter o sistema financeiro estável. Alguns especialistas em políticas monetárias argumentam que esse benefício é tão importante que, em vez de reduzir seu balanço patrimonial, o Fed deveria se concentrar em manter a combinação certa de ativos. Mas seus dirigentes ainda discutem algumas questões estratégicas, como o nível e a rapidez que essa redução deveria ocorrer. De qualquer modo, o balanço patrimonial continuará maior do que antes da crise financeira, a fim de não prejudicar o crescimento econômico.

Fontes:
The Economist-Why America’s Federal Reserve might make money disappear

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