Início » Economia » Barnes & Noble luta contra aquisição por parte de rival
ECONOMIA

Barnes & Noble luta contra aquisição por parte de rival

Borders quer aproveitar tecnologia de e-books de cadeia da concorrente

Barnes & Noble luta contra aquisição por parte de rival
Livraria Barnes & Noble, em Nova York (Fonte: Reuters)

O último ano na vida da Barnes & Noble pode ser considerado um divisor de águas. No dia 6 de dezembro, a mais famosa cadeia de livrarias dos Estados Unidos se tornou alvo de um investidor ativista pela segunda vez em meses, quando a Borders, sua rival mais próxima, fez uma oferta de compra no valor de US$ 950 milhões, financiada por William Ackman, da Pershing Square, um “Hedge Fund” que é seu principal acionista.

No começo de 2010, a Barnes & Nobles conseguiu evitar um golpe dentro do conselho de administração, liderado por Ron Burkle, outro investidor, embora no processo, a empresa tenha concordado em considerar todas as opções estratégicas, colocando-se, efetivamente, à venda.

A Barnes & Noble também esteve em duas batalhas judiciais. Em agosto, uma tentativa de Burkle de bloquear medidas anti-aquisição foi eliminada. Um segundo processo, iniciado por vários fundos de pensão ainda está sendo julgado. Os fundos alegam que o conselho de administração da Barnes & Noble não fez uso de sua independência ao aprovar a compra da empresa das mãos de seu presidente, Leonard Riggio, por US$ 514 milhões.

O contexto que explica tamanha agitação em torno da cadeia é a transformação tecnológica do mercado literário, que vem arruinando as livrarias. A Amazon, cujo Kindle se tornou o primeiro e-reader a cair nas graças da massa consumidora, antes do iPad, da Apple, anunciou uma nova inovação no dia 8 de dezembro, disponibilizando livros publicados no Kindle, por meio de navegadores da web. Esse anúncio foi feito logo depois de o Google ter revelado o lançamento de seu e-reader e de seus próprios e-books.

A Borders, que perdeu dinheiro nos últimos três meses, recentemente lançou seu e-reader, o Kobo, em parceria com a livraria canadense Indigo. Um dos objetivos aparentes da Borders na sua tentativa de adquirir a Barnes & Noble é ter acesso à tecnologia de e-books superior  da rival. Isso inclui o nook, um e-reader que chegou ao mercado bem antes do Kobo, embora bem depois do Kindle.  

Levando em conta o pioneirismo tecnológico da Barnes & Noble, sua marca mais forte (a Borders certamente se livrará de seu nome se uma fusão ocorrer), e a economia decorrente do fechamento de várias lojas rivais, a maneira óbvia de se livrar da Borders é fazer uma contra-oferta de compra da sua rival mais fraca, no entanto, é difícil saber se a empresa conseguirá fazer isso, depois de ter se colocado à venda. Além disso, qualquer um que espere o óbvio numa situação como essa, certamente não leu os capítulos anteriores desse conto épico.

Leia mais:

Venda da Barnes & Noble aponta para mudanças no mercado editorial

Livrarias, uma espécie ameaçada de extinção

Fontes:
Economist - Bookselling: Repelling Borders

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *