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O petróleo no mundo

Barril de petróleo a menos de US$50

A queda será benéfica para a economia mundial, por causa do dinheiro economizado dos consumidores e empresas de países importadores de petróleo

Barril de petróleo a menos de US$50
Mesmo em países importadores, a queda do preço do petróleo tem efeitos colaterais desagradáveis (Reprodução/Internet)

O preço do petróleo bruto Brent caiu para menos de US$50 o barril na manhã de 7 de janeiro, a menor cotação desde maio de 2009, quando a economia mundial ainda estava com sérios problemas devido à crise financeira global. O preço do petróleo caiu em torno de 55% desde a cotação máxima em 2014 de US$115 por barril, em grande parte em razão do aumento da oferta.

No entanto, a queda será benéfica para a economia mundial, por causa do dinheiro economizado dos consumidores e empresas de países importadores de petróleo. As simulações divulgadas pelo FMI em dezembro de 2014 revelaram um ganho de 0,3-0,7% para o PIB mundial em razão da redução do preço do petróleo. Mas a queda ocasiona problemas para os exportadores de petróleo, muitos dos quais precisam de preços bem mais elevados para equilibrar seus orçamentos.

Mesmo em países importadores, a queda do preço do petróleo tem efeitos colaterais desagradáveis. A diminuição dos preços da energia ajudou a aumentar a inflação na zona do euro em dezembro, o que elevou o risco das expectativas deflacionárias se enraizarem. Os mercados de ações também se ressentiram com a queda dos preços. A perspectiva de redução das despesas de capital com a energia e das empresas do setor energético causou queda do índice S&P 500 de 4% a partir de 29 de dezembro.

Fontes:
The Economist-Oil at $50

2 Opiniões

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    A diminuição dos preços da energia ajudou a aumentar a inflação na zona do euro em dezembro, o que elevou o risco das expectativas deflacionárias se enraizarem” — o texto traduzido é contraditório, ao contrapor o estímulo a inflação com elevação do risco de deflação…Ué!, como assim?! Lendo no original:
    Falling energy prices helped to drive headline inflation in the euro zone into negative territory in December, heightening the risk that deflationary expectations will become entrenched” — em uma tradução mais atenta:
    “Os decrescentes preços da energia ajudaram a conduzir a inflação nominal na zona do euro para valores negativos (deflação) em dezembro, aumentando o risco de que as expectativas deflacionárias vão se entrincheirar”. Acho que agora faz mais sentido!

    E por aqui na quintal de casa, mantidos esses preços do petróleo perigosamente perto dos US$40/b, o pré-sal ficará muito próximo da inviabilidade econômica, enterrando todos os delírios petistas do Brasil entrar para a OPEP!…

  2. Joma Bastos disse:

    A diminuição dos preços da energia ajudou a diminuir a inflação na zona do euro em dezembro, o que elevou o risco das expectativas deflacionárias se enraizarem. O risco econômico da Europa é a deflação!
    Os EUA, que já foram os maiores importadores de combustíveis fósseis do mundo, serão auto-suficientes a curto prazo e exportadores a médio prazo, situação esta, que vai originar uma grande mudança na economia mundial. Quais as consequências? As respostas já vão aparecendo na subida da crise econômica de alguns países produtores, que mantinham a sua economia muito dependente da comercialização de combustíveis fósseis.

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