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AVIAÇÃO

Recessão mundial não trava planos da Boeing e da Airbus

Apesar da recessão mundial a Airbus e a Boeing deverão manter seu ritmo habitual de produção de aviões

Recessão mundial não trava planos da Boeing e da Airbus
Mesmo que a lista de encomendas da Boeing e da Airbus fique mais estável do que no passado, o setor de aviação continuará turbulento (Foto: Pixabay)

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Na feira de aviação Dubai Airshow realizada em novembro de 2013, as quatro companhias aéreas do Golfo Pérsico, Emirates Airline, Etihad, Flydubai e Qatar Airlines, compraram aviões no valor de mais de US$170 bilhões, a preço de tabela, da Boeing e da Airbus em um dia. Na última feira de Dubai, em novembro de 2015, à primeira vista o cenário era mais preocupante para os dois maiores fabricantes de aviões do mundo. Só uma grande companhia aérea, a Vietjet do Vietnã, comprou aviões da Airbus no valor de US$3,6 bilhões.

Isso seria um sinal de recessão no setor de aviação comercial e um colapso na demanda por aviões? Essa é a pergunta que os investidores fazem enquanto esperam o anúncio do balanço financeiro anual da Boeing em 27 de janeiro. Em seguida, a Airbus apresentará seu balanço em fevereiro. Apesar de a Boeing e a Airbus terem divulgado nos últimos dias os números de uma produção recorde em 2015, os cancelamentos de novas encomendas chegaram a quase metade na Boeing e a um terço na Airbus, em comparação com o ano anterior.

Com a lista de encomendas que deverá mantê-las ocupadas até a década de 2020, apesar do aumento de produção planejado, a Boeing e a Airbus ainda não entraram em pânico. Na verdade, o número menor de encomendas em 2015 foi resultado em parte da decisão das companhias aéreas de não comprar aviões que poderiam demorar quase dez anos para serem entregues. Mas a Boeing e a Airbus receiam que o excesso de cancelamentos de pedidos, como aconteceu no passado, prejudique os lucros.

No entanto, segundo os analistas, essa situação não se repetirá. Mesmo em um cenário de recessão mundial o setor de aviação não será muito afetado. Embora o impulso global de comprar novos aviões tenha ficado menos cíclico, as encomendas de aviões para clientes individuais ainda são bastante voláteis, disse Thomas Picherit da empresa de pesquisa AlphaValue.

Mesmo que a lista de encomendas da Boeing e da Airbus fique mais estável do que no passado, o setor de aviação continuará turbulento. Algumas companhias aéreas terão de fazer reestruturações internas, além de correrem o risco de falir diante da crescente concorrência de empresas mais novas e eficientes. Essa instabilidade provocará alguns cancelamentos de pedidos de aviões. Os fabricantes de aviões não se importam com essa situação de turbulência, desde que os vencedores na batalha pelo domínio do céu substituam os derrotados na lista das encomendas.

 

Fontes:
The Economist-A smoother ride

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