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Bolha tecnológica começa a inflar

Uma nova bolha tecnológica começou a inflar. Mas quando estourar, o prejuízo será menor do que o impacto do desastre financeiro das empresas de comércio eletrônico no ano 2000

Bolha tecnológica começa a inflar
No entanto, os parâmetros financeiros do e-commerce não indicam a existência de uma bolha (Reprodução/The Guardian)

Há 15 anos, no mês de dezembro, a queda acentuada das ações das empresas de comércio eletrônico tinha acontecido algumas semanas antes. É possível que os veteranos desse fiasco estejam percebendo sinais familiares do desastre nesse período festivo do ano. Os escritórios dos banqueiros e advogados estão perdendo espaço no centro de São Francisco; o espaço inteiro das oito torres que estão sendo construídas foi ocupado por empresas de tecnologia.

Em 2013, aproximadamente um quinto dos alunos que se formaram nas melhores faculdades de MBA dos EUA foram trabalhar em empresas de e-commerce, quase o dobro dos alunos que fizeram pactos faustianos com bancos de investimento. A advertência de Janet Yellen, diretora do Federal Reserve, que as empresas de mídia social estão super valorizadas, foi ignorada, assim como o comentário de seu predecessor Alan Greenspan, quando pediu cautela em 1999.

No entanto, os parâmetros financeiros do e-commerce não indicam a existência de uma bolha. Hoje, os excessos financeiros são praticados por empresas gigantescas do setor de tecnologia como a Amazon e o Google, que estão gastando somas épicas em depósitos, escritórios, funcionários, máquinas e a compra de outras empresas. Juntas, a Apple, Amazon, Facebook, Google e Twitter investiram $66 bilhões nos últimos 12 meses. Um valor oito vezes maior do que haviam investido em 2009.

Essas cinco empresas investiram mais do que qualquer empresa no mundo. Mais do que Leviatãs do setor de energia como Gazprom, PetroChina e Exxon, que investiram cada uma cerca de $40 bilhões a 50 bilhões por ano. Juntas, as cinco empresas têm $60 bilhões em propriedades e equipamentos, quase o mesmo da General Electric. E têm mais de 300 mil funcionários. Além disso, o Google está decidido a manter “o investimento acima da curva”.

 

Fontes:
The Economist-Frothy.com

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