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Cada vez mais empresas adotam o inglês como língua oficial

Para documentos e reuniões de conselhos de administração, o inglês é visto como um facilitador

Cada vez mais empresas adotam o inglês como língua oficial
A ideia está chegando no Japão e na China, onde cada vez mais pessoas se preocupam em aprender o idioma (Reprodução/Internet)

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A Lenovo, uma empresa de tecnologia chinesa, faz parte de um grupo crescente de multinacionais do mundo não anglófilo que resolveu fazer do inglês sua língua oficial. A tendência começou em lugares com populações pequenas e ambições globais, como Cingapura (que manteve o inglês como língua franca ao se separar do império britânico em 1963), os países nórdicos e a Suíça. A prática se espalhou para países europeus: várias multinacionais alemãs e francesas hoje em dia usam o inglês em reuniões de conselhos de administração e documentos oficiais.

A Audi pode usar uma frase em alemão – Vorsprung durch Technik, ou “o progresso através da engenharia” – em seu material publicitário, mas é impossível fazer carreira na empresa sem um bom inglês. Quando Cristoph Franz se tornou presidente da Lufthansa em 2011, ele tornou o inglês a língua oficial da empresa embora todos, exceto alguns dos 50 executivos mais experientes, fossem alemães.

Não há nenhuma alternativa real como língua de negócios global. O concorrente mais plausível, o mandarim chinês, é uma das línguas mais difíceis do mundo, além de não se comunicar bem com sistemas computacionais. Ela não é universal nem mesmo na China: 400 milhões de pessoas não a falam no país.

O inglês corporativo está agora invadindo territórios mais difíceis, como o Japão. A Rakuten, uma mistura de Amazon e eBay, e a Fast Retailing, que opera a rede de lojas de roupas Uniqlo, estão entre as primeiras a realizarem a mudança. Agora a elas estão se unindo a empresas mais “antiquadas”, como a Honda e a Bridgestone, fabricantes de pneus. As empresas chinesas estão se revelando mais difíceis: elas contam com mercados internos enormes e têm tido dificuldades para recrutar executivos competentes sem impor restrições – exigir fluência em inglês tornaria as coisas muito mais difíceis. Mas algumas estão seguindo a rota trilhada pela Lenovo. A Huawei introduziu o inglês como segunda língua e encoraja os funcionários mais ambiciosos a se tornarem fluentes. Cerca de 300 milhões de chineses atualmente fazem aulas de inglês.

 

 

Fontes:
The Economist-The English Empire

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1 Opinião

  1. Flor disse:

    Realmente. Cada vez mais, o ingles se faz necessario, mesmo em nosso país, e dominar ingles para empresas é uma urgência para ser bem sucedido. Estou fazendo aulas online via skype

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