Início » Economia » Cenário mundial do petróleo deve fortalecer as maiores empresas
Economia

Cenário mundial do petróleo deve fortalecer as maiores empresas

Em meio a um cenário sombrio e cortes no setor de petróleo e gás, só as empresas mais sólidas terão condições de enfrentar melhor a crise

Cenário mundial do petróleo deve fortalecer as maiores empresas
Dave Lesar, executivo chefe da Halliburton, uma das principais multinacionais de serviços especializados na área de exploração de petróleo, disse que seus clientes estão cortando despesas em 25-30% (Foto: Reprodução/Internet)

Houston, a quarta maior cidade dos Estados Unidos, está dividida entre a alegria do preço baixo do combustível e as dificuldades do setor que o produz. Dave Lesar, executivo chefe da Halliburton, uma das principais multinacionais de serviços especializados na área de exploração de petróleo, disse que seus clientes estão cortando despesas em 25-30%. Em 21 de janeiro a BHP Billiton, uma empresa gigante de mineração e produção de petróleo, anunciou que irá diminuir o número de plataformas de petróleo em terra nos EUA em 40%. Até o momento está prevista uma redução mais modesta no número total de equipamentos ativos no país.

Uma pesquisa realizada pelo banco Barclays em 225 empresas demonstrou, que se o preço do petróleo bruto permanecer na faixa de US$50 a US%60 por barril (estava abaixo de US$50 em meados da semana), o setor de energia no mundo inteiro reduzirá o gasto de capital em 9% este ano, para cerca de US$620 bilhões.

O processo de fusão de empresas está sendo discutido há meses. Em 2014, antes da última queda no preço do petróleo, Halliburton, a segunda maior empresa do setor petrolífero do mundo, anunciou a fusão com a terceira maior empresa, Baker Hughes. O objetivo era poupar US$2 bilhões por ano em custos. Em 20 de janeiro, as duas empresas declararam que haviam obtido lucros significativos, embora tenham expressado preocupação em relação a períodos mais difíceis no futuro. Baker Hughes avisou que irá cortar 7 mil empregos e um quinto do seu gasto de capital; Halliburton já cortou mil postos de trabalho no exterior e irá aumentar a atividade da empresa nos EUA nas próximas semanas. Total, um grupo empresarial do setor petroquímico e energético com sede mundial na França, anunciou nesta semana que irá acelerar um programa de corte de custos.

Não há dúvida que a crise é iminente. A questão é quem será mais prejudicado. O impacto da crise será menor para as empresas com balanços patrimoniais sólidos, negócios diversificados e capacidade de vender sua produção deste ano, com os preços da produção de 2014. As consequências da crise serão mais graves em empresas endividadas com uma base estreita, custos elevados e negócios arriscados como os de empresas de extração de gás natural pelo processo de fracking, cuja produção está sendo vendida abaixo do custo.

Fontes:
Economist-The tough get going

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *