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Fórum China-Celac

China se torna a maior aposta econômica da América Latina

Marcado para este fim de semana, o fórum China-Celac reunirá 30 líderes latino-americanos que veem na China a porta de saída da crise econômica

China se torna a maior aposta econômica da América Latina
Fórum visa estreitar os laços comerciais entre a América Latina e a China, que tem grandes interesses na região (Reprodução/Financial Times)

A estagnação econômica que tomou conta da América Latina fez da China alvo da cobiça de muitos líderes latino-americanos.

Este fim de semana, em sua primeira missão internacional, o novo ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, viajará à China para o fórum China-Celac (Comunidade de Estados Latino Americanos e Caribenhos). A conferência ocorrerá em Pequim, na próxima quinta-feira, 8, e sexta-feira, 9, e já tem presença confirmada de 30 dos 33 países membros da Celac.

Trata-se da primeira viagem internacional do novo chanceler brasileiro. Vieira tem como missão reafirmar a parceria entre Brasil e China, considerada estratégica pelo governo brasileiro. Dona de um mercado de 1,38 bilhões de pessoas, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. No primeiro semestre do ano passado, ela foi o destino de 21,6% das exportações nacionais, o dobro das exportações para os EUA.

Venezuela vai em busca de novas linhas de crédito 

Outro líder latino-americano que tem grandes expectativas para o encontro é o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Ao lados dos EUA, a China é uma das principais compradoras da produção diária de petróleo venezuelano.

Maduro espera conseguir da China novas linhas de crédito para o seu país, seriamente afetado pela queda no preço do barril de petróleo. O preço do barril venezuelano caiu de US$ 88, em 2014, para atuais US$ 47. Segundo Maduro, isso levou o governo a revisar os planos de investimentos.

Criado no ano passado, o fórum China-Celac visa estreitar os laços comerciais entre a América Latina e a China, que tem grandes interesses na região. Em julho do ano passado, durante sua visita ao Brasil, o presidente chinês, Xi Jinping, propôs criar um fundo de US$ 20 bilhões destinado a projetos de infraestrutura na América Latina e no Caribe. A China também planeja investir na criação da ferrovia Transcontinental, que ligará o Brasil ao Peru.

Fontes:
Folha-China será o 1º destino do novo chefe do Itamaraty
Estadão-Com economia em crise, Maduro vai à China em busca de novos acordos

1 Opinião

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Receio que, num futuro não distante, a relação política/comercial da China com o Brasil (e demais países latino-americanos, mormente a Venezuela) se tornará claramente desvantajosa para nós, em face da imensa diferença de capacidade econômica (e de costura política dos acordos/tratados que vierem a ser firmados). Negociar com a China não é pra qualquer um! Como no chulo ditado popular: “quem tem c* estreito não faz acordo com p***a grossa!

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