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Desnutrição na China

China tem mais pessoas desnutridas do que qualquer lugar do mundo

O crescimento econômico contribuiu para que milhões de pessoas não ficassem desnutridas, mas uma geração de chineses moradores do campo ainda está ameaçada

China tem mais pessoas desnutridas do que qualquer lugar do mundo
Um suplemento alimentar, que reduz a anemia nas crianças chinesas, não está disponível para todas as mães (Reprodução/Reuters)

A China costumava ter mais pessoas desnutridas do que qualquer lugar do mundo, salvo pela Índia: cerca de 330 milhões de pessoas, ou 30% da sua população em 1980. O crescimento econômico tirou metade desse contingente da pobreza e da fome, mas ainda restam cerca de 150 milhões de pessoas, sobretudo no interior do país.

Dentre 88 milhões de crianças entre 6 e 15 anos de idade nas áreas rurais mais pobres, cerca de um terço sofre de anemia devido à falta de ferro, de acordo com dados de pesquisas. A deficiência de ferro pode retardar o desenvolvimento cerebral, o que significa que muitas dessas crianças crescerão com poucos recursos para melhorar as estatísticas do seu grupo demográfico.

O estado subsidia refeições nas escolas para 23 milhões de crianças nos 680 municípios mais pobres do país, bem como suplementos nutricionais para centenas de milhares de bebês. Isso não é o bastante. Mesmo nos lugares em que as crianças têm acesso às calorias que precisam “ como a maior parte daquelas da China rural “ elas não comem as coisas certas.

A China compartilha desse problema com  boa parte do mundo desenvolvido, mas tem os recursos para abordá-lo. Os pais têm os recursos para alimentar os seus filhos apropriadamente. E com um investimento relativamente modesto, o governo poderia lograr mais sucesso em aprimorar a nutrição das crianças. A dificuldade é educar os pais e as autoridades e funcionários públicos.

Um suplemento nutricional chamado ying bao deveria estar disponível para mães das áreas rurais. Uma mistura em pó de soja, ferro, zinco, cálcio e vitaminas, ela deve ser aplicada à refeição uma vez por dia.
Cada pacote custa menos de um yuan (US$ 16 centavos) para ser produzido e um yuan para ser distribuído, valores pagos pelo governo.

Testes realizados desde 2006  revelaram com consistência que o ying bao reduz a anemia e ajuda o crescimento e o desenvolvimento de bebês e crianças. Mas persuadir os pais disso (ou avós, caso os pais estejam trabalhando nas cidades) não tem sido fácil. Nos escalões mais altos do governo, também, as autoridades precisam ser convencidas de que programas nutricionais não são um desperdício de dinheiro público.

Fontes:
The Economist-The hungry and forgotten

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1 Opinião

  1. Ludovino Azambuja disse:

    A China está prestes a se tornar a maior potência mundial com fome, imagina quando eles estiverem bem alimentados.

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