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Com recuo de 3,6% no PIB, Brasil teve o pior resultado entre os Brics

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Os dados do Brasil para o quarto trimestre de 2008 são os piores entre os Brics. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu de 3,6% em relação ao terceiro trimestre, como informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde que se iniciou a série em 1996, essa foi a maior queda.

A China cresceu 6,5% no quarto trimestre de 2008. Na Índia o crescimento foi de 5,3%. O crescimento da Rússia para os últimos três meses de 2008 está previsto em 2%. Mas o país sofre com a redução da demanda na Europa para as suas exportações e com a queda do preço do petróleo.

Mas, no acumulado do ano, o PIB cresceu 5,1%, chegando a R$ 2,9 trilhões. Em relação ao quarto trimestre de 2007, a economia brasileira cresceu 1,3%

Indústria é a principal responsável pela queda

A indústria, que encolheu 7,4%, foi a principal causa para a queda do PIB. O recuo da agropecuária no período foi de 0,5% e o do setor de serviços, 0,4%. Já as exportações e importações de bens e serviços caíram pela primeira vez desde 2005, 2,9% e 8,2%, respectivamente.

O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, cobrou a redução da taxa de juros e o aumento da frequência de reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) para evitar que o país tenha crescimento negativo em 2009. "O que nós observamos no último trimestre é que, apesar da queda de 7,4% no PIB do quarto trimestre em relação ao terceiro na indústria e de 3,6% no PIB geral do país, os juros aumentaram. A teimosia da equipe econômica é muito grande", disse Skaf.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que, apesar da queda expressiva do PIB, a economia brasileira deve se recuperar a partir de março. "Ainda está escasso o crédito, muito caro e com prazo curto. Acho que o sistema financeiro precisa começar a contribuir para isso, participar desse processo de recuperação industrial produtivo".

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez uma previsão otimista para o crescimento da economia durante o ano e citou como exemplo o setor automobilístico. "Vejam vocês o caso da indústria automobilística, que houve um brutal corte de produção: esse corte se tornou uma desova de estoque e, na prática, a desova está se reduzindo. Agora, num segundo momento, esse processo está sendo metabolizado. A própria indústria está tendo problemas de fornecimento de veículos. Está tendo até fila", afirmou.

Fontes:
G1/Globo.com - PIB tem queda de 3,6% no 4º trimestre, a maior desde 1996
G1/Globo.com - Veja a repercussão do resultado do PIB do 4º trimestre de 2008

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