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Com vendas em queda, McDonald’s demite executivo-chefe

No último trimestre de 2014 o lucro operacional caiu 20% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior

Com vendas em queda, McDonald’s demite executivo-chefe
A saída abrupta de Don Thompson é resultado dos piores anos da história recente do McDonald’s (Reprodução/Economist)

O anúncio da demissão de Don Thompson, o executivo-chefe do McDonald’s, surpreendeu a todos que não esperavam que fosse tão rápida. Em 28 de janeiro, a maior cadeia de fast-food do mundo havia anunciado que Thompson se desligaria da empresa em 1º de março. Ele será substituído por Steve Easterbrook, o principal responsável pela construção e gerenciamento da marca do McDonald’s.

A saída abrupta de Thompson é resultado dos piores anos da história recente do McDonald’s. Em 23 de janeiro a empresa anunciou sua primeira queda anual de vendas em comparação com as vendas do ano anterior, depois de eliminar o efeito da abertura de novos pontos-de-venda, desde 2002. No último trimestre de 2014 o lucro operacional caiu 20% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Em uma videoconferência realizada no dia do anúncio do balanço, Don Thompson disse que a empresa estava enfrentando “momentos adversos” e que adotara “medidas urgentes” para solucionar a crise.

Os acionistas institucionais, cada vez mais frustrados com o desempenho da empresa, pressionaram o Conselho de Administração em busca de soluções para a crise iminente, bem antes do anúncio dos resultados desastrosos. Os investidores ativistas, por sua vez, também começaram a agir. Não se sabe até que ponto eles influenciaram a demissão de Don Thompson, mas sem dúvida lamentaram a queda dos preços das ações do McDonald’s, que agora têm um valor inferior ao do início de 2012, enquanto o mercado subiu 50%.

A recuperação do McDonald’s não será fácil. Sobretudo nos Estados Unidos, seus clientes sentem-se confusos diante das quase duzentas escolhas no cardápio, desconfiam dos ingredientes e conservantes adicionados nos alimentos e revoltam-se contra o tratamento a que são submetidos os funcionários. O McDonald’s tinha uma péssima imagem na Grã-Bretanha antes de Easterbrook assumir sua direção. Será que um inglês de Watford, no norte de Londres, conseguirá repetir seu sucesso empresarial no país de adoção?

Fontes:
Economist-A sense of urgency

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