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Energia

Combustíveis fósseis devem dominar matriz energética até 2030

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Segundo a Agência Internacional de Energia, o carvão mineral, combustível fóssil mais abundante, mais barato e mais poluente, está sofrendo uma "ressurgência" de consumo e deve passar a responder por quase 30% da demanda energética global até 2030.

Hoje, esse tipo de geração de energia corresponde a 25% da matriz. Isso acontece principalmente pelo aumento de utilização por parte de Índia e China, gigantes de crescimento econômico acelerado, que juntos responderão por 45% do aumento global na demanda por energia.

Em nossa opinião, esse crescimento do uso do carvão é lamentável. Além de ser o mais poluente sua exploração é de alto risco, com muitos acidentes todos os anos causando centenas de mortos.

Fontes:
Folha de S.Paulo - Fósseis dominam energia até 2030, prevê relatório

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1 Opinião

  1. Tadêu Santos disse:

    CARVÃO MINERAL, O COMBUSTÍVEL FÓSSIL MAIS DEGRADANTE E MAIS CARO DE TODOS!!!

    A ganância não tem limites, pois estamos perdendo as batalhas e se continuar neste ritmo perderemos a guerra contra o poderoso setor carbonífero do sul de Santa Catarina, visto que minas de carvão continuam sendo abertas para a extração do minério e continuam poluindo todos os recursos naturais por onde passam, principalmente a água. Depois de explorado e beneficiado vai para a queima no Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda 857MW, em Capivari de Baixo/SC, o maior da América Latina, promovendo as emissões de gases que causam chuva ácida e o efeito estufa, sem nenhum controle confiável, pois são os próprios funcionários da multinacional Tractebel/Suez que fazem o monitoramento das emissões.
    O lobby das mineradoras tem apoio da classe política seja governante ou não, pois as campanhas eleitorais são financiadas com altas somas que são respeitosamente pagas com favores de ordem políticas que beneficiam o setor carbonífero em todos os aspectos, inclusive junto aos órgãos responsáveis pela fiscalização e licenciamento ambiental, ou seja, sempre ganham todas!!!
    O trabalho da mineração no sul de SC é praticamente no subsolo, fazendo com que o mineiro tenha que se sujeitar a uma espécie de trabalho escravo, ou seja, descer diariamente aos subterrâneos inóspitos, perigosos e insalubres causadores de doenças pulmonares como a pneumonoconiose – a doença do pulmão negro. Por conseguinte, o reconhecimento do Estado ao aposentar com apenas 15 anos de serviço, assim um jovem que começa a trabalhar aos 18 anos se aposenta com 33 anos, porém para viver com a qualidade de vida comprometida. Uma injustiça socioambiental imperdoável!
    Ao longo destes últimos 34 anos muito pouco resolveram nossas denúncias de crimes ambientais, pois as três bacias hidrográficas do sul de Santa Catarina (Araranguá, Urussanga, Tubarão) estão totalmente comprometidas com o baixo pH das águas ácidas que não permitem nenhum tipo de vida nos cursos d’água. Um dos maiores crimes ambientais do país, tanto que a região esta enquadrada no decreto 85206/80 como umas das áreas mais ambientalmente mais críticas do Brasil.
    Além dos políticos e governantes, a mídia barriga verde também é cúmplice, pois tem conhecimento dos impactos ambientais causados, mas nada faz senão divulgar apenas aquilo que é de interesse do setor carbonífero do sul de SC. A propaganda é tão intensa e sutil que grande parte da população se omite perante o conflito e outra parte passa a acreditar que a verdade é o que eles divulgam e não os fatos que comprovamos existir, ou seja, aqui parece estar funcionando o efeito da propaganda criada pelo nazista Goebbels, quando a ”mentira” passa a ser mais acreditada que a verdade!
    Quando tínhamos entendido que o projeto da USITESC 440MW para Treviso/SC havia sido engavetado, nos enganamos, pois é bem possível que o governo federal (leia-se MME) faça uma equação política para a térmica USITESC 440MW participar do leilão da ANEEL, mesmo comprovadamente sendo a energia mais poluente e mais cara do mundo!
    A FATMA ainda não informou qual a data da próxima audiência pública para a Mina Maracajá, mas ficou prometida que a próxima seria realizada aqui em Araranguá mesmo sob o protesto do prefeito de Maracajá. A Mina Maracajá irá adentrar o subsolo araranguaense podendo comprometer os lençóis freáticos e aquíferos, fazendo secar poços e açudes e, consequententemente, córregos e riachos da superfície territorial de Araranguá, da mesma forma que a mina 101 fez na localidade de Santa Cruz em Içara!

    Tadêu Santos

    Sócios da Natureza ONG

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