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Combustíveis fósseis devem ficar enterrados para evitar o aquecimento global

Estudo afirma que reservas devem permanecer enterradas para para evitar mudanças climáticas perigosas

Vastas quantidades de petróleo no Oriente Médio, o carvão nos Estados Unidos, Austrália e China, toda a área de areias betuminosas do Canadá, reservas de gás xisto e muitas outras reservas de combustíveis fósseis devem ser deixadas no subsolo para evitar mudanças climáticas perigosas,

É o que diz um estudo da University College London, Reino Unido, publicado na revista Nature. “Temos agora números concretos sobre as quantidades e os locais dos combustíveis fósseis que devem permanecer intactos para  tentar manter a temperatura dentro do limite de 2 gruas”, disse Christophe McGlade, líder do estudo.

De acordo com a primeira análise, as reservas existentes não podem ser queimadas. O estudo revela ainda as profundas implicações geopolíticas e econômicas geradas pelo combate ao aquecimento global a países e empresas que são dependentes dos combustíveis fósseis.

Atualmente, com a atual produção de combustíveis, o mundo está caminhando para uma elevação de 5° C, o que é catastrófico. O aumento da temperatura global deve ser mantido abaixo do limite de segurança de 2°C.

Já se sabia que há cerca de três vezes mais combustível fóssil em reservas sendo explorados hoje do que é compatível com a produção ideal para manter os 2°C, e 10 vezes mais recursos de combustível fóssil que pode ser explorada no futuro. O novo estudo é o primeiro a revelar quais os combustíveis a partir do qual os países teriam de ser abandonados.

Fontes:
Guardian - Much of world's fossil fuel reserve must stay buried to prevent climate change, study says

1 Opinião

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Sobre o teor do artigo; então, a exploração das reservas do pré-sal pode enfrentar em breve certa oposição política internacional, posto que seria um estímulo a mais à queima de combustíveis fósseis e o aumento na emissão de CO2, quando, na verdade, o mundo precisa reduzi-las! Não bastasse o desafio tecnológico que é extrair o óleo de mais de 8 km abaixo da superfície marinha, atravessando camadas de sal (que dificultam a perfuração e manutenção dos poços), o pré-sal não será ‘saudado’ como um bem-vindo incremento à oferta energética!
    Ou seja: o pré-sal, ao invés de um bilhete premiado, caminha para tornar-se um grande mico preto!

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