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Como a crise piorou a vida dos gregos

A recessão econômica grega gera efeitos avassaladores no cotidiano da população

Como a crise piorou a vida dos gregos
Está cada vez mais difícil encontrar emprego na Grécia, especialmente para os mais jovens (Foto: Flickr)

Os termos do acordo feito para que a Grécia receba um terceiro resgate econômico incluem aumento de impostos e cortes de gastos, apesar de o partido Syriza, do primeiro-ministro Alexis Tsipras, ter chegado ao poder com promessas de dar fim à “humilhação e dor” causadas pelas políticas de austeridade.

O país, que já vem enfrentado um longo período de retração desde a crise econômica mundial, se prepara para mais alguns anos de dificuldade.

Acredita-se que a crise econômica grega é da mesma escala da Grande Depressão vivida pelos Estados Unidos nos anos 1930. Apesar de a recessão grega não ter sido tão grave quanto a americana, ela tem durado mais, e muitos especialistas acreditam que o PIB grego cairá ainda mais em 2015.

Essa recessão fez com que a economia da Grécia fosse reduzida em 25%, a maior retração em um país desenvolvido desde os anos 1950, e os resultados podem ser vistos em várias áreas.

Especialmente para os mais jovens, está cada vez mais difícil encontrar emprego na Grécia. Metade daqueles com menos de 25 anos não está trabalhando. Em algumas regiões do leste do país, essa taxa ultrapassa 60%.

Os jovens têm sido particularmente afetados pelo chamado “desemprego de longo prazo”, em que quanto mais tempo sem trabalhar, mais difícil é voltar ao mercado: um em cada três está desempregado há mais de um ano. Após dois anos sem trabalhar, a pessoa também perde o direito ao seguro de saúde.

Esse desemprego persistente também significa menos contribuições para o fundo de pensões por parte dos trabalhadores. Conforme mais gregos ficam sem trabalho, mais pensionistas precisam sustentar suas famílias com menos dinheiro do que tinham antes. Pesquisas indicam que um em cada cinco gregos está passando por grave privação material.

A saúde pública foi um dos setores mais impactados pela crise. Estima-se que 800 mil gregos não tenham acesso a serviços médicos por não contarem com seguro ou por serem pobres.

Diante do cenário de desemprego e salários menores, muitos gregos buscam trabalho fora do país. Nos últimos cinco anos, a população grega foi reduzida em cerca de 400 mil pessoas.

Um estudo de 2013 indica que mais de 120 mil profissionais, incluindo médicos, engenheiros e cientistas, deixaram a Grécia desde o início da crise em 2010.

Uma pesquisa mais recente do European University Institute aponta que, entre os que imigraram, nove em cada dez tinham um diploma universitário. Mais de 60% destes tinham um mestrado, e 11% haviam completado um doutorado.

Fontes:
BBC-Em números: Como a crise piorou a vida dos gregos

1 Opinião

  1. Jorge Hidalgo disse:

    A mesma regra aqui nos trópicos: se seu país é ou está um joça, emigre!

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