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Energia Renovável

Como as energias renováveis poderiam ser competitivas

O projeto Global Apollo Programme tem como objetivo diminuir o custo da geração de energia solar

Como as energias renováveis poderiam ser competitivas
Grandes extensões de terra ou do mar são mais adequadas para a energia eólica (Reprodução/Wikimedia)

Em 2 de junho um grupo de cientistas e economistas anunciou o lançamento do projeto Global Apollo Programme, que tem como objetivo diminuir o custo da geração de energia solar, a fim de competir com as novas usinas termelétricas movidas a carvão até 2025. Os países que irão participar do projeto comprometeram-se a gastar 0,02% do PIB em pesquisas sobre energias renováveis, com uma estimativa inicial de US$15 bilhões em despesas públicas. (A verba atual destinada à pesquisa é de US$6 bilhões.)

Segundo os autores do projeto, o programa espacial Apollo custou US$150 bilhões em valores atuais. Salvar o planeta, disseram, requer um esforço semelhante. Mas a energia renovável faria tanta diferença na preservação do meio ambiente e no aquecimento global?

A tecnologia da energia solar fez um progresso significativo em um curto espaço de tempo. O uso de energias renováveis está superando a utilização de outras fontes, sobretudo em lugares ensolarados e amplos, onde outros combustíveis são escassos ou causam poluição ambiental. A energia solar é ideal para locais ensolarados;  a Califórnia e o Havaí são pioneiros no uso dessa fonte de energia renovável. Grandes extensões de terra ou do mar são mais adequadas para a energia eólica. Os incentivos fiscais são muito importantes na adoção de novas formas de energia. O crédito de investimento de 30% que os americanos obtiveram para incentivar o uso de energias renováveis, por exemplo, expandiu o setor de construção de painéis solares para geração de energia elétrica.

Além disso, a eficiência das energias renováveis tem aumentado com rapidez, assim como seu uso. De acordo com os dados da International Energy Agency, uma agência de energia elétrica criada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma organização internacional de países desenvolvidos, as energias renováveis foram responsáveis por quase 22% da geração de energia elétrica no mundo em 2013, um aumento de 5% em comparação com 2012. A China e a Índia estão fazendo grandes investimentos em energias renováveis (a China, em especial, em energia eólica).

No entanto, o uso das energias renováveis ainda tem um longo caminho a percorrer até poderem de fato exercer um papel importante na mudança climática. Na opinião dos autores do projeto Apollo, os níveis de dióxido de carbono na atmosfera irão aumentar até 2035, quando é provável que haja um aumento de 2°C na temperatura global (a temperatura continuará a subir em média 4°C se as políticas ambientais não mudarem). Para evitar essa possibilidade ameaçadora de um aquecimento global, as energias renováveis terão de ter um custo inferior ao dos combustíveis fósseis até 2025. Porém, por sua vez, essa redução de custo exigirá avanços tecnológicos em um futuro próximo e um investimento muito maior no trabalho atual de pesquisa e desenvolvimento.

Fontes:
The Economist-How renewable energy can become competitive

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