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Como o Ocidente interpretou a China de forma equivocada

A aposta de que a China estava indo em direção à democracia e à economia de mercado estava errada

Como o Ocidente interpretou a China de forma equivocada
O Ocidente perdeu sua aposta na China, logo agora quando suas próprias democracias estão sofrendo uma crise de confiança (Foto: Flickr/Anderson Riedel)

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Na semana passada, a China deixou de ser uma autocracia para virar uma ditadura. Xi Jiping, que já era o homem mais poderoso do mundo, disse que vai mudar a constituição da China para poder continuar no poder. A China não tinha um líder com tanto poder desde Mao Tsé-Tung. Esta não é só uma grande mudança para China, mas também uma forte evidência de que a aposta do ocidente na China falhou.

Depois do fim da União Soviética, o Ocidente recebeu o país comunista na ordem econômica mundial. Líderes ocidentais acreditavam que dando uma participação para China em instituições como Organização Mundial do Comércio (OMC), ela iria se vincular ao sistema de regras feito após a Segunda Guerra Mundial. Eles esperavam que a integração econômica encorajaria a China a evoluir para uma economia de mercado, o que acabaria dando direitos de liberdade para sua população.

A China cresceu bem mais do que previam. Xi Jiping usou a política e economia para fazer repressão e controlar o Estado. Jiping usou seu poder para reafirmar o poder do Partido Comunista e o de sua posição dentro dele.

O país asiático não costumava se interessar em como outros países governavam. E agora, cada vez mais mantém seu sistema autoritário como um rival da democracia liberal.

A China se integrou na economia mundial. Atualmente, é o maior exportador do mundo, com mais de 13% do total. O país, no entanto, não é uma economia de mercado, e pelo jeito, não será tão cedo. Em vez disso, controla cada vez mais os negócios como um braço de poder estatal.

A China usa seus negócios para enfrentar seus inimigos, como quando a alemã Mercedes-Benz teve que pedir desculpa depois de usar uma citação de Dalai Lama em uma rede social.

A China se comporta como uma superpotência regional que quer expulsar os Estados Unidos do leste da Ásia. O ritmo da modernização e do investimento militar chinês está suscitando dúvidas sobre o compromisso de longo prazo dos Estados Unidos de manter seu domínio na região.

O Ocidente perdeu sua aposta na China, logo agora quando suas próprias democracias estão sofrendo uma crise de confiança. Uma guerra comercial prejudicaria as próprias normas, que Trump deveria estar protegendo, e os aliados dos Estados Unidos, exatamente quando eles precisam de unidade. Agora, a China e o Ocidente vão ter que aprender a viver com suas diferenças.

Fontes:
The Economist-How the West got China wrong

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