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Como a pílula anticoncepcional mudou a economia nos EUA

Cinco anos após sua aprovação em 1960, quase metade das mulheres casadas que faziam controle de natalidade tomavam pílula

Como a pílula anticoncepcional mudou a economia nos EUA
Por volta de 1975, a pílula era o método anticoncepcional preferido entre mulheres de 18 e 19 anos no país (Foto: Pixabay)

Aprovada em 1960 nos Estados Unidos, a pílula anticoncepcional foi responsável por uma grande transformação no cenário econômico do século XX. Com alta eficiência para prevenir a gravidez, a pílula representou a possibilidade das mulheres estudarem e entrarem para o mercado de trabalho.

Em cinco anos, quase metade das mulheres casadas que faziam controle de natalidade estavam tomando pílula. As solteiras, por sua vez, só tiveram acesso permitido a partir de 1970, o que representou um grande passo em relação à liberdade sexual das mulheres. Por volta de 1975, a pílula era o método anticoncepcional preferido entre mulheres de 18 e 19 anos no país.

As americanas, então, passaram a escolher cursos universitários que até o momento eram frequentemente dominados por homens. Até porque ter um bebê na hora errada poderia atrasar seus estudos.

A pílula foi um grande passo, mas outros fatores também ajudaram nesta transformação econômica. Com o aborto legalizado, as leis contra a discriminação entre sexos, o feminismo e a convocação dos homens para a Guerra do Vietnã, os empregadores foram forçados a recrutar mais mulheres.

As economistas Claudia Goldin e Lawrence Katz, da Universidade de Harvard, monitoraram a disponibilidade da pílula para mulheres jovens em cada estado americano. O resultado foi que à medida que as autoridades liberavam o acesso à pílula, aumentava o número de matrículas de mulheres em cursos, assim como os salários pagos a mulheres.

No Japão, a pílula só foi aprovada para consumo em 1999. Apesar de ser uma das sociedades tecnologicamente mais avançadas do mundo, o Japão é uma nação desenvolvida com alta desigualdade de gênero. Talvez, esta disparidade não seja mera coincidência.

Fontes:
BBC-A revolução econômica gerada pela pílula anticoncepcional

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1 Opinião

  1. Carlos Valoir Simões disse:

    O texto quer nos induzir a pensar que a pílula anticoncepcional foi responsável pelo crescimento econômico dos USA. Confunde causa com consequência. É a falácia “cum hoc ergo propter hoc”.

    Isso equivale a dizer que basta dar pílulas para as mulheres pobres da África, da Ásia e da América-Latina.

    Não fosse a pílula os americanos resolveriam o problema da falta de mão-de-obra de qualquer outra maneira muito criativa, mas resolveriam.
    E falta conhecimento filosófico à BBC.

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