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Nada evoca mais a miséria do desemprego em massa do que as fotografias da Grande Depressão. A situação desesperadora ensinou às gerações seguintes que as políticas públicas têm uma participação vital no alívio do sofrimento daqueles que não conseguem emprego.
Graças a programas de bem-estar e benefícios, muitos dos quais tiveram origem naqueles dias sombrios, o desemprego já não deixa a população em estado de miséria — pelo menos no mundo desenvolvido.
Agora, com o mundo enfrentando a pior recessão desde os anos 1930 e o comércio global se encolhendo no ritmo mais acelerado em 80 anos, a questão do desemprego em massa volta a assustar e remete à principal pergunta levantada na Grande Depressão: o que os governos devem fazer?
Até o fim de 2010, o desemprego em grande parte do mundo rico deve ser superior a 10%. No mundo emergente a pobreza vai aumentar. Os princípios políticos ditam que os governos devem intervir energicamente para salvar empregos, mas a ajuda não pode ser medida apenas em dólares. Políticas mal planejadas podem ser contraproducentes. A "Economist" diz que, em geral, faz mais sentido pagar às empresas para manter seus funcionários do que subsidiar o desemprego.