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A complicada situação econômica de Jerusalém

A gestão e as finanças da cidade estão uma bagunça; as ruas estão sujas e o asfaltamento está se deteriorando

A complicada situação econômica de Jerusalém
Jerusalém vem ganhando atenção desde que Trump anunciou que os EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel (Foto: Pixabay)

Neste ano, os moradores de Jerusalém se depararam com pilhas de lixo nas estradas, nos mercados e em outros locais públicos. Funcionários públicos municipais estão em greve contra o corte de empregos anunciado pela cidade. Além de terem se recusado a coletar o lixo, os funcionários municipais responsáveis pela limpeza urbana ainda jogaram o lixo que já estavam nos caminhões nas ruas.

Jerusalém vem ganhando atenção desde que o presidente americano, Donald Trump, anunciou em dezembro que os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como capital de Israel e que pretendem mudar sua embaixada para lá. Enquanto isso, a gestão e as finanças da cidade estão uma bagunça. As ruas estão sujas, mesmo quando os trabalhadores não estão em greve, e o asfaltamento está se deteriorando.

Nos últimos quatros anos, o governo israelense triplicou suas concessões a Jerusalém. Este ano, eles propuseram dar 800 milhões de shekels (US$ 233 milhões) à cidade, o que representa 14% de seu orçamento. Mas o prefeito, Nir Barkat, quer 1 bilhão de shekels. Os críticos do prefeito dizem que ele não conseguiu gerenciar as finanças da cidade. A cobrança de impostos, que já estava leve nos bairros ultraortodoxos e palestinos, não aumentou em seis anos.

Jerusalém tem problemas estruturais que não podem ficar na conta apenas do prefeito. A cidade é divida principalmente entre palestinos e ultraortodoxos. Estas comunidades formam dois terços de uma cidade de 900 mil habitantes. Tais comunidades são, em sua maioria, pobres.

Segundo o Instituto de Pesquisa Política de Jerusalém, 56% das crianças de Jerusalém vivem abaixo da linha de pobreza, comparado com 31% nacionalmente. Israel diz que Jerusalém é sua “eterna e indivisível capital”. Mas depois de nove anos sob o governo de Barkat, a cidade está falida e sua população, dividida.

Fontes:
The Economist-Israel’s capital is badly run and out of cash

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