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Baixo custo, alto investimento

Corte na tarifa de energia estimulará setor industrial

Em mais um passo para resolver os problemas estruturais do país, contas residenciais terão uma queda de 16%, enquanto as industriais cairão até 28%

Corte na tarifa de energia estimulará setor industrial
Governo Dilma se esforça para diminuir o Custo Brasil (Reprodução/Internet)

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A presidente Dilma anunciou na última terça-feira, 11, que reduzirá a tarifa de energia elétrica no país. A medida se arrasta há meses, mas só agora, com o fim da greve dos servidores públicos, pôde ser posta em prática.

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De acordo com a Acende Brasil, instituto de pesquisa de energia, o custo da eletricidade no país é calculado pela soma de 28 impostos diferentes, que juntos respondem por quase metade da conta de luz. Como resultado, o preço da energia para fins industriais é extremamente caro e a conta de luz da população brasileira é mais cara que a de muitos países.

Dilma afirmou que nos próximos dois anos duas tarifas serão cortadas e uma terceira terá o valor reduzido em três quartos. Membros do governo afirmam que a redução foi negociada com companhias de energia, cujos contratos estavam prestes a expirar. Segundo o governo, as contas residenciais terão uma queda de 16% e as industriais de até 28%.

A decisão do governo de diminuir a tarifa de energia terá um impacto de 0,6% na inflação. Este fato pode servir de pretexto para aumentar o preço do petróleo, congelado há seis anos. Isto beneficiará a Petrobrás, que no último mês anunciou seu pior rendimento trimestral desde 1999. Contudo, um petróleo mais caro pode ajudar a impulsionar a produção de etanol.

Assim como a concessão de rodovias e ferrovias, o corte na tarifa de energia faz parte de um plano do governo Dilma para diminuir o chamado Custo Brasil. Essas medidas representam um sério esforço para enfrentar os problemas de estrutura do país e criar condições para um crescimento sustentável de longo prazo.

Fontes:
The Economist-Sparking recovery

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