Após anos de crescimento econômico tímido, o Brasil registra forte elevação do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu à taxa anual de 4,9% no primeiro semestre deste ano. Apesar do cenário positivo, a garantia de suprimento de energia elétrica é um ponto de preocupação para sustentação do desempenho do país. Segundo estudo encomendado pelo Instituto Acende Brasil, que representa os investidores privados no Brasil, o risco de o Brasil enfrentar um novo racionamento de energia elétrica seria de 28% em 2011 caso haja um aumento do PIB de 4,8% por ano.
Segundo o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, é necessário viabilizar 3100 MW médios em novos projetos nos próximos quatro anos para evitar um novo racionamento. Esse montante representa a soma da capacidade das usinas de Santo Antônio e Angra 3. "O governo passa uma sensação de tranqüilidade, mas há indícios claros de risco acima do ideal", afirma o executivo.
O Presidente da Empresa de Pesquisa Energética do Ministério da Minas e Energia, Maurício Tolmasquim, rebate o tom alarmista do estudo apresentado pelo Instituto Acende Brasil. Para ele, há necessidade de contratação de 1400 MW médios para 2011, mas o governo tem os mecanismos para garantir esse incremento da oferta. "As distribuidoras de energia elétrica poderão comprar parte dessa energia elétrica no leilão para entrega em três anos que ocorrerá em 2008. Além disso, alguns consumidores livres conseguirão contratar a sua necessidade por contratos bilaterais", informa Tolmasquim. Ele garante que o risco de racionamento continuará no mesmo padrão atual que é de 5%.
Para Cláudio Sales, é improvável a contratação de energia elétrica suficiente nos leilões previstos para 2008 para suprir a demanda de 2011. O executivo defende a realização de outro leilão de energia alternativa ou a formação de uma contratação de reserva. "Esse custo, entretanto, não pode ser cobrado do consumidor cativo que é cliente da distribuidora, porque a empresa contratou 100% da sua necessidade. Essa conta deve ser paga pelo consumidor livre", diz Cláudio Sales. O Presidente do instituto explica que alguns consumidores optaram por comprar energia elétrica diretamente de geradores ou comercializadores e, por isso, devem viabilizar o seu suprimento.
Maurício Tolmasquim não descarta a contratação de reserva de energia elétrica, mas informa que esse custo seria dividido entre todos os consumidores, livres e cativos. "A Lei 10.848 que estabeleceu o modelo do setor elétrico permite a criação dessa reserva por meio de encargo setorial. Vamos aguardar a contratação dos leilões para tomar uma decisão final", explica.
O fato concreto é que o Brasil precisa viabilizar mais investimentos na área de geração de energia elétrica para garantir a oferta para 2011. O grande desafio é buscar opções mais baratas, já que esse custo pesará diretamente no bolso de todos os consumidores.


Certamente os estudos não contemplaram a necessidade do desenvolvimento de populações isoladas em povoados nos recônditos amazônicos. Claro, a Amazônia só é lembrada para ser explorada pelo "governo" federal, pois ela representa apenas um "almoxarifado" para o resto da Nação. Da Amazônia tudo tiram, e levam sem deixar nada, absolutamente NADA em troca. Nenhum benefício social de real valor é destinado aos povos amazônidas que, passivos e confiantes nas dádivas da Natureza, nada contrapõem.
Há algum tempo eu postei aqui uma sugestão para que se possa dotar de eletricidade os povoados amazônicos, até hoje, em pleno terceiro milênio, apenas iluminados pelas lamparinas a querozene, comprado a peso de ouro (literalmente) pelos cabôclos amazônicos. Trata-se da instalação de comportas nas quais se pode instalar turbinas tipo "Kaplan", de baixa rotação e construidas especialmente para pequenas inclinações. Acoplando-se pequenos geradores elétricos nestas turbinas, pode-se obter eletriciade (a custo praticamente zero) suficiente para o consumo de incontáveis povoados e vilas amazônidas. A ELETRONORTE tem POR OBRIGAÇÃO energizar a Amazônia, mas não se interessa em efetivamente preocupar-se em pequenos projetos como estes, e adota uma retórica enganosa, que vai iludindo os povos amazônicos. E sempre parece que o progresso da Amazônia não interessa também para as grandes empresas e organismos internacionais (leia-se ONG”s "ambientalistas"). É simples de compreender os seus "porquês": do jeito que está é mais fácil internacionalizar.
ACOOORDAAA BRAAASIIILLL!!! ACOOORDAAA GLORIOSO EB!!!
Prezado Ademir, se a idéia é tão boa por que você não monta uma empresa e a põe a funcionar? Não espere pelo governo, vá em frente!
Vai faltar luz!