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Crise ucraniana

Crise econômica pode fazer Ucrânia ceder à pressão da Rússia

Rompimento com a Rússia deixou a economia ucraniana à beira de um colapso, mesmo com a ajuda da União Europeia e do FMI

Crise econômica pode fazer Ucrânia ceder à pressão da Rússia
A inflação na Ucrânia ronda os 14% e a moeda local (grívnia) perdeu 40% do valor (Reprodução/Internet)

Quase um ano após o início dos protestos que marcaram a tensão entre a Rússia e o Ocidente, a crise econômica na Ucrânia deixa a região à beira de um colapso.

Com o comércio afetado e a moeda nacional desvalorizada, Kiev prevê um recuo de 10% na economia neste ano. Apesar da proximidade do inverno, as autoridades ucranianas ainda não sabem como conseguirão importar gás, e os economistas já preveem calotes.

Com eleições parlamentares marcadas para 26 de novembro, o presidente Petro Poroshenko quer transmitir que a sensação de estabilidade voltou, ainda que isso signifique fazer concessões à Rússia. “A parte mais perigosa da guerra terminou”, declarou Poroshenko na semana passada. Ele espera convencer o eleitorado de que o plano de paz funciona, e assim conseguir a maioria no Parlamento.

Embora a palavra de ordem seja o otimismo, os efeitos da recessão na região são evidentes. Em 2013, mais de 60% das exportações ucranianas eram destinadas aos países do ex-bloco soviético. Neste ano, as vendas para o exterior sofreram uma queda de 19%, conforme dados oficiais.

A produção industrial, por sua vez, caiu 20%. As reservas de mercado encolheram 25%, mesmo com a ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Além disso, a inflação ronda os 14% e a moeda local (grívnia) perdeu 40% do valor.

Segundo o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, é o “rompimento do comércio com a Rússia que está afetando as empresas do país”. A instituição prevê uma contração de 9% na economia do país, como resultado das “perdas na produção agrícola e no comércio, além da mobilização militar parcial”.

O banco aponta ainda que a contração irá permanecer em 2015. Porém, com as ajudas do FMI, a queda será “apenas” de 3%.

Fontes:
O Estado de S. Paulo-Crise faz Kiev ceder à pressão de Moscou

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