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Negócios na Argentina

Cristina Kirchner ataca empresas estrangeiras

Hostilidade do governo argentino mira duramente nas empresas estrangeiras, criando dificuldades para o setor empresarial

Cristina Kirchner ataca empresas estrangeiras
De acordo com a empresa de consultoria Desarrollo de Negocios Internacionales, algumas empresas estrangeiras saíram do país como reação às medidas hostis do governo argentino (Reprodução/The Week)

A Argentina sempre dificultou a operacionalização das empresas estrangeiras no país. A ineficiência e a inflação têm causado grandes prejuízos à Argentina há décadas. As crises constantes são aceitas como fatos predestinados. Mas há pouco tempo a hostilidade do governo criou ainda mais dificuldades para o setor empresarial.

Cristina Fernández de Kirchner, a presidente da Argentina, tem o hábito de atacar as empresas estrangeiras. Ela culpou a Shell por obrigá-la a desvalorizar o peso; ameaçou aplicar a lei antiterrorismo contra a empresa americana, RR Donnelley, líder mundial de serviços gráficos; e acusou a American Airlines de ter agido em parceria com os credores, o que resultou na falta de pagamento de uma parcela da dívida externa em julho. “Abutres com turbinas”, disse a presidente.

A hostilidade do governo incluiu uma série de medidas de controle de evasão fiscal, que atingiu duramente as empresas estrangeiras. Em novembro, a Administração Federal de Receitas Públicas (AFIP), a receita federal argentina, acusou o banco HSBC de ajudar mais de 4 mil argentinos a  sonegarem impostos. No início de dezembro a AFIP anunciou a suspensão das operações da Procter & Gamble no país por ter supostamente superfaturado $138 milhões em produtos importados de higiene para evitar o pagamento de impostos, além do envio de dólares para o exterior.

De acordo com a empresa de consultoria Desarrollo de Negocios Internacionales, algumas empresas estrangeiras saíram do país como reação às medidas hostis do governo argentino. Em 2013, a mineradora Vale do Rio Doce suspendeu o projeto de exploração de potassa no valor de $6 bilhões e deixou o país.

Fontes:
The Economist-Waiting for Cristina to go

3 Opiniões

  1. helo disse:

    As empresas já estão indo embora bem antes da atual fala da presidente. Não pela sua fala mas pela incerteza econômica argentina.

  2. PC disse:

    Acho que todas as empresas estrangeiras deveriam deixar a Argentina.

  3. Joma Bastos disse:

    A Kirchner está apta a fazer parceria em um teatro, com o seu amigo Maduro.

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