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DESEMPREGO RECORDE

Desemprego atinge número recorde de 13,5 milhões

Segundo Pnad, número de desempregados registrados no trimestre encerrado em fevereiro é o maior da série histórica

Desemprego atinge número recorde de 13,5 milhões
São quase 3,2 milhões de desempregados a mais em 2017 (Foto: Agência Brasil)

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O Brasil registrou aumento na taxa de desocupação e atingiu o número recorde de 13,5 milhões de desempregados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior número de desempregados registrado na série histórica da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de 2012.

De acordo com a pesquisa, o país fechou o trimestre móvel de dezembro do ano passado a fevereiro deste ano com uma taxa de desemprego de 13,2%. O número é 30,6% maior que o mesmo período do ano passado, o que representa quase 3,2 milhões de desempregados a mais em 2017. É também maior taxa de desocupação da série histórica da Pnad Contínua.

O IBGE aponta que a menor taxa de desocupação registrada no país foi no trimestre encerrado em fevereiro de 2014, quando havia 6,6 milhões de desempregados. Isso indica que em três anos o número de desempregados mais que dobrou.

A taxa só não foi maior porque 730 mil brasileiros migraram para a inatividade no período de um ano. Além disso, o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, aponta que o mês de dezembro costuma ter taxas de desemprego menor. “Essa taxa poderia ser ainda maior se não tivesse o mês de dezembro incluído neste trimestre”, explica.

Ao mesmo tempo, o total de pessoas no mercado de trabalho reduziu 2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. São 89,3 milhões de empregados, cerca de 1,8 milhão a menos que em 2016.

Além disso, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar foi estimado em 53,4%, o mais baixo da série histórica.

Outros dados

A Pnad Contínua ainda contabilizou 1,134 milhão a menos de vagas com carteira, uma queda de 3,3% frente ao ano passado, enquanto o emprego informal no setor privado avançou 5,5%, com 531 mil empregados a mais.

Já o trabalho por conta própria encolheu 4,8% no trimestre e o trabalho doméstico reduziu 2,6%. A condição de trabalhador familiar também caiu – 2,9% a menos. A renda média real do trabalhador se manteve estável frente ao ano passado – R$ 2.068.

Fontes:
Estado de S. Paulo-Desemprego atinge patamar recorde de 13,5 milhões de pessoas
G1-Desemprego fica em 13,2% no trimestre terminado em fevereiro e atinge 13,5 milhões

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3 Opiniões

  1. laercio disse:

    Dentre os vários aspectos dá história do homem houverem lados opostos e, cada qual, acredita piamente estar certos sobre suas conclusões!
    Assim são os governantes e juristas brasileiros, pensam que estão certos sobre tudo mesmo vendo um enorme país se afundando.
    Neste sentido quem realmente tem razão?
    Certamente não são nossos políticos tão pouco os legisladores!
    Está no momento de haver uma nova ordem!
    O que se faz presente não é eficaz, ao contrário! Elimina as possibilidades de progresso!
    Tem que haver um espaço gratuito na televisão de 15 minutos diários aonde novas propostas possam ser apresentadas e votadas; o corpo político deve ser extinto em 90% e os que tratarem caberá o papel de organizar os afazeres de plebiscitos diários.
    Tudo aqui é muito claro! Sabemos que esbarra em interesses bilionários mas minha razão não está a venda.
    Treze milhões de desempregados é absurdamente desproporcional ao volume de recursos, extensões territoriais e marítimas que possuímos.

  2. Beraldo disse:

    IUAI!!!!!

    A inflação não está caindo?

    Não existem indícios de crescimento da economia?

    As taxas de juros não foram reduzidas?

    O que mais este governo golpista de Sua Alteza Michel Temer vai inventar?

    Os golpistas pensam que todos são otarios e ainda vem com estas jogadinhas miúdas,como a de liberar FGTS para os seus proprios titulates, como se estivesse distribuindo dinheiro.

    DEMAIS!!!!

    CNI/IBOPE: REPUDIO popular de 70 por cento.

    Hehehe.

  3. Ivone disse:

    31 de março já é historicamente uma data triste. Torna-se mais triste hoje quando são divulgados os números “oficiais” do desemprego que, na verdade, são mais altos.
    Triste também é ver um presidente com percentuais de avaliação tão baixos.
    Falta muito para chegar o fundo do poço????

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