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ECONOMIA

Desemprego cai nos EUA e atinge menor taxa desde 1969

Criação de empregos em abril superou as expectativas de Wall Street. Ao todo, foram criados 263 mil postos de trabalho

Desemprego cai nos EUA e atinge menor taxa desde 1969
Em gênero, a taxa de desemprego ficou em 3,4% para homens e 3,1% para mulheres (Foto: PxHere)

O desemprego nos Estados Unidos seguiu em queda no último mês de abril, atingindo 3,6% – a menor taxa desde 1969. Em março, a taxa estava em 3,8%. Ao longo do último mês, foram criados 263 mil postos de trabalho, superando as expectativas de Wall Street, que previa a criação de 190 mil novos postos.

Os dados foram revelados nesta sexta-feira, 3. De acordo com o secretário de Trabalho dos EUA, Alexander Acosta, já foram criados 5,4 milhões de empregos desde janeiro de 2017, quando foi iniciado o governo do presidente Donald Trump.

Além disso, os salários também seguiram em crescimento. De acordo com a agência de notícias Reuters, houve um aumento de seis centavos, cerca de 0,2%, em abril. A taxa representa um crescimento anual de salário de 3,2%, segundo Acosta. O crescimento seria o maior desde 2009.

“Por 14 meses consecutivos, a taxa de desemprego permaneceu igual ou inferior a 4,0% e neste mês incluiu boas notícias: a taxa de desemprego atingiu níveis recordes para hispano-americanos, norte-americanos com deficiências e veteranos da Guerra do Golfo e bateu recordes de baixa Americanos Asiáticos e todos os veteranos”, destacou o secretário.

Caso seja separado por gênero, a taxa de desemprego entre homens adultos ficou em 3,4% e em 3,1% entre as mulheres adultas – a menor desde 1953. Outro indicador, mais amplo, pois inclui pessoas que deixaram de procurar empregos ou que estão subempregadas, mostra que a taxa de desemprego está em 7,3%.

“Continuamos nosso trabalho para aumentar a participação da força de trabalho e o relatório deste mês ressalta ainda mais a importância dos esforços do governo em expandir o treinamento de habilidades para que mais americanos possam encontrar oportunidades de carreira que sustentem a família”, concluiu Acosta.

Pelas redes sociais, Trump celebrou a criação de empregos. O presidente americano compartilhou uma reportagem sobre os novos dados e escreveu: “empregos, empregos, empregos”. Em seguida, escreveu: “Podemos todos concordar que a América é agora #1. Nós somos a inveja do mundo — e o melhor ainda está por vir!”.

A constante criação de empregos nos Estados Unidos demonstra um crescimento econômico robusto. Economistas ouvidos pela Reuters acreditam que a criação de empregos vai desacelerar ao longo do ano, mantendo a inflação nos 2% previstos pelo Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed). Já analistas ouvidos pelo New York Times acreditam que o crescimento vai fornecer fortes argumentos para os republicanos nas eleições de 2020.

Trump segue tendência de Obama

De acordo com uma reportagem da Forbes, de outubro de 2018, a geração de empregos por parte do governo Trump segue uma tendência iniciada no governo de Barack Obama, após a recessão econômica. Em dezembro de 2009, no primeiro ano de Obama no cargo, a taxa de desemprego era de 9,9%. Já em dezembro de 2016, um mês antes de deixar a função, a taxa era de 4,7%.

Leia também: Trump e a montanha-russa econômica dos EUA

Fontes:
The New York Times-U.S. Added 263,000 Jobs in April; Unemployment Rate at 3.6%
Reuters-Criação de vagas de emprego nos EUA salta em abril e desemprego cai a 3,6%
CNBC-Jobs surge in April, unemployment rate falls to the lowest since 1969

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