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Dilma lança plano para aumentar as exportações do país

Novo Plano Nacional de Exportações visa estimular as vendas de produtos brasileiros no exterior e facilitar novos acordos comerciais

Dilma lança plano para aumentar as exportações do país
Novo Plano de exportações vai vigorar até o fim do segundo mandato de Dilma (Foto: ABr)

A presidente Dilma Rousseff apresentou nesta quarta-feira, 24, seu Plano Nacional de Exportações, que tem como meta aumentar a participação do Brasil no comércio mundial. O anúncio era esperado desde o início do ano, mas foi afetado pelo ajuste fiscal. Segundo a presidente, a ideia é criar incentivos para facilitar a venda de produtos brasileiros no exterior, aproveitando a desvalorização do real para fortalecer as exportações.

Atualmente, o Brasil é o 25º colocado no ranking dos maiores exportadores, embora tenha o 7º maior Produto Interno Bruto (PIB). O país não fecha um acordo comercial há cinco anos e vem perdendo oportunidades nos mercados mundiais para países como o Chile, que mantém 36 acordos comerciais enquanto o Brasil tem apenas 15.

O novo plano tem vigência até 2018 e se baseia em cinco pilares: acesso a novos mercados, promoção comercial, facilitação do comércio, financiamento, garantia às exportações e aperfeiçoamento dos mecanismos tributários de apoio a exportação.

“A participação ativa e intensa do Brasil no comércio internacional vai sempre induzir a competitividade, estimular a geração de empregos e acelerar o resultado que todos almejamos para a economia. É parte estratégica da nossa agenda para voltarmos a crescer”, disse Dilma.

Entre as medidas que fazem parte do plano, os recursos do BNDES para financiar as exportações passarão de US$ 2 bilhões para US$2,9 bilhões. Entretanto, o ponto mais esperado pelos exportadores brasileiros, o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), não terá acréscimo sobre o orçamento deste ano, ficando em US$ 1,5 bilhão, embora os empresários do setor tenham pedido US$ 1 bilhão a mais.

O Fundo de Garantia às Exportações será ampliado em US$ 15 bilhões para a aprovação de novas operações. Quanto ao acesso a mercados, são considerados parceiros prioritários os Estados Unidos, México, Chile, Peru, Colômbia, União Europeia e China.

O Brasil é hoje o país que tem menos acordos tarifários e de facilitação de comércio entre os membros do G-20, o grupo das maiores economias do mundo. Está à frente apenas de Argentina, Rússia e Canadá.

Fontes:
O Globo - Governo lança plano para aumentar participação do Brasil no comércio mundial
Valor - Plano do governo quer recuperar dinamismo das exportações

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