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Energia

É hora de reformar políticas energéticas

Petróleo em queda e a descoberta de fontes de energia limpa proporcionam aos políticos no mundo inteiro a oportunidade de racionalizar suas políticas energéticas

É hora de reformar políticas energéticas
A razão mais óbvia de otimismo é a queda dos custos da energia (Reprodução/Derek Bacon)

A queda acentuada no preço do petróleo, aliada aos progressos nos setores de energia limpa e conservação, proporcionam aos políticos no mundo inteiro a oportunidade de racionalizar a política energética. Eles podem economizar bilhões de dólares em subsídios,sobretudo para a produção de combustíveis poluentes, e transferir os impostos para o uso do carbono. Um futuro com uma energia mais barata, ecológica e mais confiável é um projeto factível.

A razão mais óbvia de otimismo é a queda dos custos da energia. Não só o preço do petróleo caiu pela metade nos últimos seis meses, como a cotação do preço de gás natural é a menor em uma década. Existem sinais cada vez mais evidentes de que os preços baixos se estabilizarão. O número crescente de megafusões no setor de petróleo é um indício claro de que as empresas estão preparando-se para as mudanças. Com um desempenho mais discreto, o preço das formas da energia limpa também está caindo. E as novas tecnologias estão permitindo uma melhor gestão do consumo de energia, sobretudo de eletricidade. Isso ajudará a eliminar o desperdício e, em consequência, reduzirá ainda mais os custos. Durante décadas a grande incógnita nas discussões sobre energia era se o mundo teria condições de produzir energia em quantidade suficiente, sob qualquer forma e a qualquer custo. Agora, de repente, o desafio será administrar uma energia abundante.

A despoluição de um setor contaminado

Essa abundância proporciona o potencial para a reforma. Um número excessivo de economias está sobrecarregado de detritos de políticas energéticas sem sentido, baseadas nos temores em relação à oferta. A medida mais objetiva da reforma, aplicável em quase todos os lugares, seria de eliminar todos os subsídios para a produção ou consumo de combustíveis fósseis. Em 2014 os governos do mundo inteiro desperdiçaram US$550 bilhões em projetos inúteis ou com efeitos negativos, como a pressão no preço da gasolina em países emergentes para incentivar a prospecção de petróleo. Essas iniciativas provocaram um consumo adicional de gasolina responsável por 36% das emissões globais de gás carbônico, de 1980 a 2010.

Os preços em queda oferecem uma oportunidade para repensar essas políticas absurdas.

Fontes:
The Economist-Seize the day

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