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SUPERBACTÉRIA

O fim da linha para os antibióticos?

Bactéria resistente a 'superantibiótico' pode significar o fim da linha para este tipo de medicamento

O fim da linha para os antibióticos?
Esta é a primeira vez que esta estirpe resistente foi encontrada em uma pessoa nos Estados Unidos (Foto: Pixabay)

Pesquisadores nos EUA encontraram em uma paciente americana uma bactéria resistente ao antibiótico mais eficiente para tipos particularmente perigosos de superbactérias. A informação foi alarmante no país porque isto pode significar o fim da linha para os antibióticos.

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A cepa resistente ao antibiótico foi encontrada na urina de uma mulher da Pensilvânia, de 49 anos, no mês passado. De acordo com um estudo publicado no Antimicrobial Agents and Chemotherapy, uma publicação da Sociedade Americana de Microbiologia, a bactéria é resistente ao antibiótico colistina.

A colistina é o antibiótico mais eficiente para tipos particularmente perigosos de superbactérias, incluindo uma família de bactérias conhecidas como CRE, que autoridades de saúde têm apelidado de “bactérias pesadelo.” Em alguns casos, essas superbactérias matariam até 50% dos pacientes que são infectados.

Esta é a primeira vez que encontram esta estirpe em uma pessoa nos Estados Unidos. Em novembro, funcionários da saúde pública em todo o mundo reagiram com alarde quando pesquisadores chineses e britânicos relataram encontrar esta estirpe em suínos e carne de porco crua, além de em um pequeno número de pessoas na China. A cepa mortal foi descoberta mais tarde na Europa e em outros lugares.

Agora, os funcionários dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) estão trabalhando com as autoridades de saúde de Pensilvânia para entrevistar a paciente e a sua família para identificar como ela pode ter contraído a bactéria. Além disso, é preciso averiguar se mais alguém de sua família também apresenta a bactéria.

Já faz tempo que cientistas e autoridades de saúde pública têm avisado que, se as bactérias resistentes continuarem a se espalhar, as opções de tratamento poderiam ser seriamente limitadas. Infecções menores poderiam tornar-se fatais.

 

Fontes:
The Washington Post-The superbug that doctors have been dreading just reached the U.S.

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