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EPIDEMIA

Ebola mata 865 pessoas no Congo

Mortes ocorreram na província Kivu Norte, no nordeste do país, uma das regiões mais afetadas pela epidemia – que já dura oito meses

Ebola mata 865 pessoas no Congo
Outras 66 mortes suspeitas de terem sido fruto da doença estão sendo investigadas (Foto: OMS)

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A República Democrática do Congo (RDC) sofre com uma epidemia de ebola que atinge, em especial, a província Kivu Norte, no nordeste do país.

Desde que a epidemia foi declarada pelo Ministério da Saúde do país – há oito meses – já foram confirmadas na região 865 mortes em decorrência da doença. Outras 66 mortes suspeitas de terem sido fruto da doença estão sendo investigadas. Se confirmada a morte por infecção, o número de mortos pela epidemia na região subirá para 931.

O número de casos de ebola cresceu na última semana, chegando a 1.439 desde o início da epidemia. Desse total, 1.373 casos foram confirmados.

Em meio ao surto, profissionais de saúde, como médicos, técnicos laboratoriais, epidemiologistas, trabalham 24 horas por dia, alguns deles em áreas de difícil acesso, para garantir que as pessoas tenham acesso a informações, cuidados e tratamentos sobre a doença. Desde o início do surto no país, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já enviou mais de 700 agentes para ajudar a conter o avanço da doença e fornecer auxílio médico aos necessitados.

Além disso, a OMS também enviou a outros países africanos agentes de vacinação experientes para auxiliar e treinar profissionais da área de saúde na aplicação da vacina experimental contra o vírus do ebola. A OMS também forneceu mais de 300 toneladas de medicação para ajudar no atendimento.

Sinal de esperança

Após se recuperar da doença, Joséphine Ekili, de 28 anos, que foi infectada pelo vírus em 2018, deu a luz ao seu primeiro filho totalmente livre da doença. Historicamente, as taxas de sobrevivências dos bebês são muito baixas para as mulheres grávidas que foram infectadas anteriormente pelo ebola.

“Agora me recuperei, não tenho nenhuma doença e o bebê nasceu saudável. Estou muito grata pelo ótimo trabalho que a equipe [da OMS] está fazendo. As mães não devem ter medo de morrer de doenças graves, eles estão fazendo um bom trabalho no hospital e na clínica”, afirmou Joséphine.

De acordo com o médico Junior Ikomo, foram realizados exames no líquido amniótico e, após vários testes, foi confirmado que o resultado para o vírus foi negativo. Segundo ele, o fato é “surpreendente e intrigante do ponto de vista científico”.

Oficialmente, o bebê de Joséphine é o primeiro a nascer de uma mãe que já havia sido infectada. A saúde de ambos continuará sendo acompanhadas de perto pelos médicos.

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