Início » Vida » Comportamento » Escócia se torna o 1º país a instituir lições LGBT nas escolas
EDUCAÇÃO

Escócia se torna o 1º país a instituir lições LGBT nas escolas

Escolas estaduais do país vão incluir no currículo escolar ensino sobre igualdade e direitos da população LGBT, como forma de combater a homofobia no país

Escócia se torna o 1º país a instituir lições LGBT nas escolas
A Escócia tem se destacado como um dos melhores países da Europa em relação à proteção dos direitos LGBTs (Foto: Pixabay)

A Escócia se tornou o primeiro país do mundo a incluir no currículo escolar o ensino sobre os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT). Ativistas afirmam que essa ação é um momento histórico para todos.

Escolas estaduais do país vão ensinar aos alunos sobre a história das igualdades e movimentos LGBT, assim como trabalhar o combate à homofobia e analisar a identidade LGBT, já que os ministros aceitaram na íntegra, as recomendações do grupo liderado pelo Time For Exclusive Education (TIE). Não haverá isenções ou recusas à política, a qual o governo escocês acredita ser o pioneiro no mundo.

O cofundador da TIE, Jordan Daly, disse que o legado destrutivo da seção 28 chegou ao fim. A seção, introduzida em 1988, proibia as autoridades do Reino Unido de “promover” a homossexualidade, até que foi finalmente revogada na Escócia em 2001.

“Esta é uma vitória monumental para a nossa campanha e um momento histórico para o nosso país. A implementação da educação inclusiva LGBT em todas as escolas estaduais é uma das primeiras do mundo. Em um momento de incerteza global, isso envia uma mensagem forte e clara aos jovens LGBT de que eles são valorizados aqui na Escócia”, disse Daly.

Um estudo da TIE descobriu que nove em cada dez escoceses LGBTs sofrem com homofobia na escola. Cerca de 27% dos entrevistados disseram ter tentado suicídio, por serem vítimas de bullying. A investigação também concluiu que havia pouca compreensão sobre o preconceito nas escolas e com as variações de características sexuais.

O vice-primeiro ministro, John Swinney disse que “a Escócia já é considerada um dos países mais progressistas da Europa para a igualdade LGBT. Tenho o prazer de anunciar que seremos o primeiro país do mundo a ter uma educação inclusiva para LGBT inserida no currículo. Nosso sistema de educação deve apoiar todos para alcançar seu pleno potencial. É por isso que é vital que o currículo seja tão diverso quanto os jovens que aprendem em nossas escolas”, disse Swinney. A nova lei escocesa é similar à iniciativa Escola sem Homofobia, cujo lançamento, em 2011, gerou tanta polêmica em setores conservadores, que acabou por ser vetado pela então presidente Dilma Rousseff.

A Escócia tem se destacado como um dos melhores países da Europa em relação à proteção dos direitos LGBTs. Em 2016, a ex-líder trabalhista escocesa Kezia Dugdale disse que o país tem “parlamento mais gay do mundo”, pois, na época, quatro dos seis líderes partidários da Escócia eram lésbicas, gays ou bissexuais.

Na Alemanha, educação sexual é lei

A educação sexual também faz parte do currículo escolar de outros países, como a Alemanha. Segundo noticiou a rede Deutsche Welle, pela lei, 16 estados federais alemães são obrigados a promover a educação sexual, em parceria com instituições de aconselhamento familiar. A Central Alemã de Esclarecimentos sobre Saúde (BZgA, na sigla alemã), foi criada em 2003 como um centro da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde é responsável por implementar as diretrizes guiadas pelos Padrões para a Educação Sexual na Europa, criada em 2010.

Antes das aulas, os pais são informados sobre os assuntos apresentados, mas eles não possuem a autonomia para decidir se os filhos participarão ou não das aulas. A legislação alemã pune os pais que impedem seus filhos de comparecerem às aulas. Em 2013, um pai foi preso por proibir sua filha de frequentar as aulas de educação sexual em uma escola do estado da Renânia. A mãe só não foi detida porque estava em fase de amamentação do bebê mais novo do casal.

Os professores alemães também discutem métodos contraceptivos e os aspectos biológicos dos órgãos sexuais, além de palestrar sobre a igualdade de gênero, valores sociais e relacionamentos.

A abordagem é holística, considerando os diferentes aspectos da sexualidade humana. Na maioria dos estados a educação sexual é integrada a outras disciplinas como biologia, ética e ciências sociais.

Para os jovens de ensino médio, existe uma disciplina especializada em educação sexual, onde os jovens aprendem a ministrar preservativos no intuito de se proteger antes de uma relação sexual. A proposta é reduzir as chances de se contrair doenças sexualmente transmissíveis, bem como as chances de gravidez precoce ou indesejada.

Também é citado que o uso da pílula anticoncepcional é alto entre as jovens alemães, o que contribui com os baixos índices de gravidez precoce no país.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a educação sexual nas escolas é um tema importante que incentiva o cuidado com o comportamento sexual, fazendo com que os jovens tenham mais responsabilidades sobre saúde sexual e reprodutiva.

Fontes:
The Guardian- Scotland is first country to approve LGBTI school lessons

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

2 Opiniões

  1. Almanakut Brasil disse:

    E vários países já criminalizaram o comunismo, principalmente os que sentiram a ideologia do Diabo na pele!

  2. Rene Luiz Hirschmann disse:

    Em primeiro lugar Escócia, Alemanha ou outro pais da Europa não é o Brasil, antes de colocar um tema como este o jornalista deferia fazer uma dissertação da estrutura das escolas em qualquer nível desses paises e ver que são muito diferentes do nosso pais, aqui grande parte dos jovens apto a fazer o ENEM não tem o conhecimento para interpretar um texto, o nível escolar desses jovens é muito distante dos paises europeus, agora você imagina levar ideias do movimento LGBT na periferia das grandes cidades brasileiras, será que é dessa maneira que o nosso povo quer, sou a favor de um plebiscito.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *