Início » Economia » Internacional » Estados Unidos planejam aumentar sanções contra Venezuela
CRISE NA VENEZUELA

Estados Unidos planejam aumentar sanções contra Venezuela

O assessor especial da Casa Branca, John Bolton, comunicou que os Estados Unidos pretendem endurecer as sanções contra Maduro

Estados Unidos planejam aumentar sanções contra Venezuela
'Os EUA usarão suas ferramentas econômicas para restringir a capacidade de Maduro', disse Bolton (Foto: Flickr/Gage Skidmore)

O assessor especial da Casa Branca, John Bolton, afirmou, na última quarta-feira, 6, através de um comunicado à imprensa, que os Estados Unidos pretendem endurecer sanções econômicas contra o governo do presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro. Bolton disse que as sanções se estendem para aliados de Maduro e instituições de sua gestão.

“Os Estados Unidos usarão suas ferramentas econômicas para restringir a capacidade de Maduro e seus companheiros de acessar recursos financeiros e moeda. Isso inclui ações contra instituições financeiras que facilitam transações para o regime ilegítimo”, afirmou o assessor no comunicado.

Bolton reiterou ainda que os Estados Unidos apoiam “fortemente a transição democrática”, liderada pelo presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e que novas iniciativas diplomáticas estão sendo avaliadas.

Através de sua conta no Twitter, Maduro declarou, após o comunicado, que “antes das agressões imperiais, eu ratifico contra qualquer circunstância: nervos de aço, calma e sanidade, plena consciência e mobilização permanente. Nós vamos continuar a ganhar!”.

Guaidó pede sanções à Europa

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, solicitou nesta quinta-feira, 7, para que a Europa intensifique suas sanções econômicas contra o regime de Maduro. O pedido foi feito depois que o ministro venezuelano de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, expulsou o embaixador alemão Daniel Kriener do país.

O ministro afirmou que a decisão foi devido aos “repetidos atos de interferência nos assuntos internos do país”. A partir da declaração, foi estabelecido um prazo de 48 horas para o embaixador alemão se retirar do país.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, condenou a atitude de Arreaza, alegando ser uma “decisão incompreensível” que poderia agravar ainda mais a crise na Venezuela. Maas afirmou que a Alemanha continuará a apoiar Guaidó.

Fontes:
Agência Brasil-EUA podem aumentar sanções contra Venezuela, diz assessor especial
Agência Brasil-Guaidó pede à Europa que intensifique sanções contra regime de Maduro

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *