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Índia investe em energia limpa

A Índia ocupa o 2º lugar, depois do Chile, no relatório Climatescope 2018, da Bloomberg NEF, sobre investimento em fontes não poluentes

Índia investe em energia limpa
O govervo estabeleceu uma meta de atingir a capacidade de 175 GW de geração de energia com fontes renováveis até março de 2022 (Foto: Pixabay)

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Com um grande investimento na construção de usinas de energia não poluentes, além de ser o maior mercado de leilões de energias renováveis ​​do mundo, a Índia ocupa o 2º lugar, depois do Chile, no relatório  Climatescope 2018 da Bloomberg NEF. A Bloomberg NEF analisou 80 indicadores, como políticas de energia limpa, estruturas do setor de energia, emissões de gases poluentes e capacidade de geração de energia elétrica em 103 países.

A Índia subiu três pontos no ranking do relatório em relação ao ano passado. A China, por sua vez, ficou em 7º lugar, bem abaixo da primeira posição que ocupou em 2017.

O governo do primeiro-ministro Narendra Modi estabeleceu uma meta ambiciosa de atingir a capacidade de 175 GW de geração de energia com fontes renováveis até março de 2022. A pesquisa da Bloomberg NEF mostrou que em junho deste ano as fontes de  energias renováveis ​​eram responsáveis por 71 GW da capacidade de produção de energia elétrica. A capacidade leiloada de energias renováveis aumentou 68% desde 2017, e os investimentos em energia limpa, sobretudo os referentes a projetos de energia solar, atingiram o montante de US$ 7,4 bilhões no primeiro semestre de 2018. O número de usinas de energias renováveis superou o número de usinas a carvão pela primeira vez em 2017.

Mas a Índia ainda depende das usinas de carvão para o fornecimento de energia elétrica no país. A China, Índia, Indonésia e África do Sul são responsáveis por 86% da capacidade de 193 GW de geração de energia das usinas a carvão em construção nos países em desenvolvimento.

Segundo o relatório, diante da pressão para expandir o acesso à energia, como no caso da Índia, e manter a energia a um preço acessível, um papel exercido pela China, os analistas não recomendam a interrupção da construção dessas usinas. Além disso, como mencionado no relatório, esses dois países concentram 81% da capacidade de geração de energia a carvão dos mercados emergentes.

No entanto, apesar dos projetos ambiciosos do governo, políticas ineficazes não definiram as taxas de importação de painéis solares, o que provocou uma queda acentuada nas previsões do uso de energia solar este ano. Como a energia solar responderia por 100 GW da capacidade de produção de energia elétrica em 2022, na opinião de analistas essa meta dificilmente será alcançada.

Fontes:
Quartz-India is now a world leader in renewable energy

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