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EM REPÚDIO AO NACIONALISMO

Manifestantes vão às ruas em defesa da União Europeia

Atos expressavam receio do avanço da extrema-direita no bloco e temor em relação às próximas eleições do Parlamento Europeu

Manifestantes vão às ruas em defesa da União Europeia
Protestantes exigem diversidade e garantias de justiça social (Foto: Twitter/Bernardo Mariani)

Uma manifestação em apoio à União Europeia levou milhares de europeus de diferentes países às ruas no último domingo, 19. Os manifestantes expressavam receio diante de mudanças que poderão acontecer após as eleições do próximo Parlamento.

Os manifestantes expressaram repúdio ao nacionalismo e à extrema direita. Os principais protestos ocorreram na Alemanha, principalmente nas cidades de Berlim, Colônia, Frankfurt, Hamburgo, Leipzig e Stuttgart. Organizadores do protesto calcularam uma média de 20 mil pessoas presentes nas manifestações. Já a polícia afirmou que, em Frankfurt, o número chegou a 14 mil. Mais de 100 organizações da sociedade civil e de partidos políticos que participaram do protesto tinham o tema “Uma Europa para todos: sua voz contra o nacionalismo”.

As manifestações também são um reflexo do receio em relação às forças eurocéticas que ganharam muito peso em vários países da União Europeia. Essa ideologia política é pautada na descrença na própria União Europeia, e em ideias que afirmam que o bloco enfraquece a identidade nacional e soberania de seus países membros.

Criada em 2013, a Alternativa para a Alemanha (AfD), designada como uma formação anti-euro e anti-imigrantes, conseguiu 12,6% dos votos nas eleições legislativas de 2017. Atualmente, eleitores contrários ao nacionalismo temem que o partido obtenha um grande número de assentos no Parlamento.

Participantes do protesto na Alemanha afirmaram que temem que a Europa e o país estejam retornando para um passado sombrio. Apesar da declaração pró-europeus, os manifestantes afirmaram que ‘’A UE deve mudar, se é para ter um futuro”.

De acordo com Walli, manifestante de 65 anos, “nossas avós e avôs nos contaram como era a vida sob os nazistas, mas há uma lacuna de conhecimento a respeito”, afirmou Walli.

Os protestantes exigem diversidade, além de garantias de justiça social, como os direitos humanos, principalmente aos refugiados que chegam através do Mar Mediterrâneo.

“Estou aqui porque não quero viver de novo o que um partido nacional-socialista já fez na minha vida. Isso nunca deve acontecer novamente. Espero que mais e mais pessoas saiam ás ruas para dizer ‘parem’”, afirmou Renate Foigt, de 74 anos.

Além da Alemanha, a Áustria também foi cenário de protestos após um novo escândalo envolvendo a extrema-direita. O chanceler federal da Áustria, Sebastian Kurz, decidiu dissolver a coalizão do governo após o vice-chanceler federal e presidente do Partido da Liberdade (FPÖ), Heinz-Christian Strache, ter renunciado  ao cargo devido a um escândalo de corrupção

Strache renunciou após a imprensa alemã ter revelado um vídeo no qual ele aparecia oferendo contratos governamentais a uma magnata russa em troca de apoio ao seu partido nas eleições.

No último sábado, um comício realizado em Milão, na Itália, reuniu milhares de líderes partidos nacionalistas e de extrema direita, promovido pelo vice-primeiro ministro de direita, Matteo Salvini, ao lado de sua aliada francesa, Marine Le Pen, para um possível acordo entre 12 partidos ultradireitistas, a fim de se tornar a principal força política no Legislativo da União Europeia.

Fontes:
Dw - Milhares vão às ruas em defesa da União Europeia
Estado de Minas - As principais forças eurocéticas na União Europeia

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