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‘Presente’ iraniano marca centenário da Boeing

Venda de 100 aviões da Boeing ao Irã marcaria a primeira grande entrada de uma empresa americana na República Islâmica após acordo nuclear do ano passado

‘Presente’ iraniano marca centenário da Boeing
Um antigo Boeing 747 da Iran Air. Frota iraniana precisa ser renovada (Foto: Wikipédia)

Sempre mantendo voos altos – mesmo tendo também experimentado perigosos rasantes em sua saúde econômica – uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, a Boeing, completa cem anos em 2016 e pode ganhar um belo presente de aniversário.

Maior exportador por valor dos EUA, a empresa está negociando, de forma muito discreta, a venda de cem aviões para o Irã. O degelo das relações entre Washington e Teerã – numa investida de reconciliação e diplomacia promovida no ano passado pelo presidente americano Barack Obama – asfaltou a pista para a decolagem deste excelente negócio, o primeiro após a retomada das relações diplomáticas e do acordo nuclear entre os dois países.

Trata-se de transação marcada pelo sigilo, que pode girar na casa dos bilhões de dólares mas que precisa superar barreiras regulatórias e sanções impostas ao país no Oriente Médio.

Do ponto de vista estratégico e político, pode estar por trás desta venda uma tacada de mestre de Obama para esvaziar a campanha de Donald Trump – sempre próximo dos lobistas da indústria bélica. Afinal, a companhia criada por William E. Boeing é a segunda maior corporação de defesa e mercado aeroespacial do mundo e teve atuação importante nas duas guerras mundiais.

No acordo nuclear firmado no ano passado, foi incluída a aprovação para que fabricantes de aviões entrassem no fechado mercado iraniano. Afinal, ‘business is business’. A companhia Iran Air já assinou acordos para comprar 118 aviões do consórcio europeu Airbus por US$ 25 bilhões, bem como outras vinte aeronaves da fabricante franco-italiana ATR.

No entanto, a Boeing aguarda na cabeceira da pista autorização da torre para dar carga máxima nos motores. Em outras palavras, ainda vigoram barreiras e sanções nos Estados Unidos. Mas, diante de um negócio deste vulto – e da possibilidade de outros contratos futuros em diversos segmentos comerciais – a liberação para alçar voo e recolher o trem de pouso virá em pouco tempo.

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2 Opiniões

  1. , disse:

    Não sei porque a FAB não fabrica aviões de grande porte e até que sei, se fabricarem é muito dinheiro então os políticos ficam com o lucro.

  2. Ludwig Von Drake disse:

    Cadê que eles são fundamentalistas fanáticos? O eixo do mal? O Deus Mercado relativiza todas as crenças.

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