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Sanções dos EUA e Venezuela afetam economia cubana

A crise econômica também reflete em outros países, porém, Cuba é o mais afetado devido aos antigos vínculos com o chavismo

Sanções dos EUA e Venezuela afetam economia cubana
O racionamento terá um efeito ainda mais acentuado nas empresas privadas (Twitter/ Yoni Sanchez)

Os efeitos da crise econômica e política da Venezuela repercutem em outros países, porém com mais intensidade em Cuba devido aos vínculos mais próximos com o regime chavista.

Com a justificativa que o apoio de Cuba a Nicolás Maduro o tem ajudado a se manter no poder, os EUA impuseram novas sanções ao governo cubano.

O impacto das sanções resultou no anúncio, em 10 de maio, do racionamento de alimentos e produtos de higiene. A ministra do Comércio Interior de Cuba, Betsy Díaz Velázquez, disse que o país limitará a importação de produtos básicos.

O tempo gasto pelos cubanos nas gigantescas filas em busca de alimentos motivou ao cubano Norges Rodríguez a criar a hashtag #lacolachallenge, que significa “o desafio da fila”, onde diversas pessoas postam fotos mostrando as dificuldades e imensas filas para conseguirem efetuar a compra de alimentos, já que a limitação foi estabelecida para itens como arroz, feijão, ovos, frango, sabão, entre outros.

A crise atual correlacionada ao governo de Maduro põe em risco a economia de Cuba, que é responsável por importar 60%  de seus alimentos, além de enfrentar o embargo dos Estados Unidos há quase sessenta anos.

O racionamento terá um efeito ainda mais acentuado nas empresas privadas, que dependem, com frequência, dos suprimentos fornecidos pelos supermercados e lojas administrados pelo governo, que controla as importações e exportações do país.

Em abril, a Casa Branca decidiu limitar a remessa de dinheiro que os exilados cubanos enviam às suas famílias em Cuba e permitiu que cidadãos norte-americanos dessem início a ações contra o governo cubano pelo confisco de propriedades após a revolução em 1959.

A economia de Cuba cresceu no final da década de 1990 e início dos anos 2000, graças, em parte, ao envio de petróleo pela companhia estatal venezuelana PDVSA. Porém, com o agravamento da crise na Venezuela, esse suprimento diminuiu nos últimos meses.

Em meio à tensão, os Estados Unidos vem pressionando ao regime de Maduro e de Guaidó, onde o presidente Donald Trump estendeu sanções contra duas companhias e dois navios petroleiros que faziam o transporte do petróleo da Venezuela para Cuba. Apesar disso, os cortes ainda não surtiram o efeito esperado.  De acordo com o senador Rick Scott, da Flórida, o bloqueio naval entre os países tem como finalidade acabar com a era Maduro.

Muitos cubanos lembram-se da profunda recessão que se seguiu ao colapso da antiga União Soviética e temem que a escassez de alimentos e de combustível possa resultar em mais uma crise econômica grave como a do início da década de 1990. “O cenário socioeconômico é diferente, mas temos de estar preparados para enfrentar problemas sérios”, disse o ex-presidente de Cuba e atual primeiro-secretário do Partido Comunista, Raúl Castro.

Fontes:
Time-Rationing Begins, as Cuba Braces for Economic Impact From Venezuela Crisis
G1-A penúria venezuelana chega a Cuba

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1 Opinião

  1. Jorge Hidalgo disse:

    queira Deus que sofram e muito…apoiar essa ditadura de lixo na Venezuela onde o povo lá está privado de tudo – até mesmo do direito à vida e tem corrido ao Brasil que não aguenta nem a si próprio…não pisei ainda nem nunca pisarei em Cuba – nem mesmo para turismo – enquanto agirem assim…pt saudações.

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