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Seis graves violações contra crianças em tempos de guerra

Mutilação, sequestro, estupro e uso como combatentes mirins são alguns dos crimes cometidos contra crianças em regiões em conflito

Seis graves violações contra crianças em tempos de guerra
Crianças são frequentemente levadas à força por grupos armados (Foto: UNOCHA)

Crianças que vivem em zonas de conflito lutam contra uma realidade em que sequestro, assassinato, mutilação, violência sexual e recrutamento para grupos armados, tornam-se parte de suas vidas.

Atualmente, uma em cada quatro crianças vive em áreas de conflito ou desastres, segundo o Unicef, que aponta que, no ano de 2017, houve um grande aumento no número de casos de violência e abusos contra crianças em áreas de conflito.

Forças e grupos armados que atuam em conflitos são exortados pelas leis de direito internacional humanitário a tomarem medidas que protejam civis, incluindo as crianças, que são mais vulneráveis em tempos de guerras, nas quais civis nunca deixam de serem alvos.

Para prevenir e monitorar os ataques contra as crianças, o Conselho de Segurança das Nações Unidas, identificou seis graves violações, que foram monitoradas em 20 países afetados por guerras em 2017.

1 – Matar e mutilar crianças

Unicef

(Foto: Unicef)

O número de casos como esses, teve um grande aumento, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). Somente em 2017, foram registrados mais de 10.000 casos de crianças mortas ou mutiladas em conflitos. A mutilação inclui qualquer lesão grave, permanente ou que incapacite a criança de qualquer forma física. Esse tipo de violência é bastante comum em países como Síria, Sudão do Sul, Iêmen e Afeganistão.

2 – Recrutamento de crianças por grupos ou forças armadas

Unicef

(Foto:Unicef)

Dezenas de meninos e meninas são recrutados e utilizados em conflitos pelo mundo. A maioria dessas crianças foram levadas à força, enquanto outras se juntaram pela pressão econômica ou social. Crianças que vivem na pobreza são ainda mais vulneráveis a esse tipo de recrutamento. Elas são utilizadas como os combatentes mirins, ou exercem ofícios como cozinheiros, carregadores, mensageiros e espiões. Em alguns casos, também são sujeitas à exploração sexual. .

3 – Ataques a escolas e hospitais

UNOCHA

(Foto: Unocha)

Apesar dos conflitos, escolas e hospitais precisam obter um espaço para a proteção das crianças, mesmo em tempos de guerra. Porém, os ataques se tornaram constante e de forma crescente. Os ataques vão desde a destruição total ou parcial dos prédios, ou instalação de militares nos mesmos, até ataques contra funcionários.

Os ataques não colocam só em risco a vida das crianças e de pessoas próximas, como também atrapalham o aprendizado e limitam o acesso à assistência médica.

De maio a outubro de 2017, mais de 20 escolas foram destruídas nas Filipinas, dificultando o acesso à educação, para mais de 22.000 crianças.

4 – Violação ou violência sexual

Unicef

(Foto: Unicef)

Muitas crianças e mulheres convivem com a assustadora ameaça de violência sexual. Em guerras, são submetidas a estupros, escravidão ou tráfico sexual, casamento e gravidez forçados ou esterilização. Em certos casos, a violência sexual é utilizada para humilhar intencionalmente uma população, ou para forçar pessoas a saírem de suas casas.

Grupos armados, como o Boko Haram, na Nigéria, muitas vezes buscam meninas, que são estupradas e forçadas a se tornarem esposas de combatentes, para serem usadas em ataques suicidas.

5 – Captura de crianças

pixabay

(Foto: Pixabay)

Em áreas afetadas por conflitos armados, crianças são frequentemente capturadas ou levadas contra a sua vontade, seja temporária, ou permanentemente. A maioria é exposta à exploração sexual e abusos.

Em outros casos, crianças raptadas também são vítimas de outras violações graves, como assassinato, mutilação, violência sexual ou o recrutamento em grupos armados. Também utilizam desse tipo de sequestro como um ato intencional de violência ou retaliação contra civis.

Só na Somália, houve um aumento de 70% de casos de rapto de crianças em 2017. O grupo Al-Shabaab raptou mais de 1.600 crianças, para utilizar como combatentes.

6 – Negação ao acesso humanitário

Unicef

(Foto: Unicef)

Em meio a tantos conflitos, forças e grupos armados bloqueiam o envio de assistência humanitária e impedem que esse tipo de ajuda chegue a populações civis.

Na Síria, kits médicos e suprimentos cirúrgicos foram destruídos e os grupo armados restringiram o acesso médico à população.

Desde 2010, incidentes documentados de negação de acesso humanitário aumentaram em mais de 1.500%, segundo os números da ONU.

Fontes:
Unicef-Children under attack: Six grave violations against children in times of war

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