Início » Vida » Ciência » Sul-africanos festejam a liberalização do uso da ‘dagga’
INTERNACIONAL

Sul-africanos festejam a liberalização do uso da ‘dagga’

A liberação da cannabis foi liberada para uso pessoal na África do Sul

Sul-africanos festejam a liberalização do uso da ‘dagga’
Uso da 'dagga' foi liberado para os sul-africanos (Foto: Pixabay)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Os sul-africanos podem comemorar a legalização da maconha para uso pessoal no país. Países vizinhos veem essa legalização como um mercado promissor para aumentar a receita de seus países com o cultivo e comercialização da cannabis

Em 18 de setembro, a Suprema Corte da África do Sul decidiu legalizar o cultivo e o uso da maconha para fins pessoais. A decisão baseou-se no princípio da Constituição sul-africana, que concede o direito à privacidade de seus cidadãos.

“O direito à privacidade não se limita às moradias privadas”, disse Raymond Zondo, vice-presidente da Suprema Corte. “Não será considerado crime um adulto consumir ou ter a posse de maconha em ambientes privados.”

O caso chegou à Suprema Corte após três usuários serem acusados de porte de drogas. Eles alegaram perante o tribunal que a acusação “se inseria inconstitucionalmente na esfera privada”.

O parecer da mais alta instância do poder judiciário da África do Sul será julgado pelo Parlamento, que examinará as implicações práticas da aplicação da lei.

Enquanto o governo da África do Sul discute os detalhes finais da proposta, os países vizinhos comemoram a excelente notícia. No ano passado, o Lesoto foi o primeiro país do continente africano a permitir o cultivo da maconha para fins medicinais.

As plantações de cannabis de Lesoto fornecem maconha para a África do Sul. Com a ajuda de trabalhadores sul-africanos, a maconha transformou-se na terceira maior fonte de receita do país, de acordo com um estudo da Unesco. Um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime revelou que o Lesoto era responsável por 70% das exportações de maconha para a África do Sul.

O eSwatin, antiga Suazilândia, um dos países mais pobres da África, também tem planos de legalizar um mercado de exportação lucrativo de cannabis para a África do Sul e Moçambique. O cultivo e a exportação da maconha, com uma receita anual de US$ 1,26 bilhão, 26 vezes superior à da exportação de açúcar, pode triplicar o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O governo de Zimbábue legalizou o cultivo de maconha em maio deste ano, mas teve de reverter sua decisão após protestos de segmentos mais conservadores da sociedade.

Há dois anos, o Malawi começou a plantar cannabis como fonte de renda. O sucesso da experiência é visto por muitos como um fator importante para a legalização de seu cultivo.

Esses países não se comparam à África do Sul em termos de demografia e abrangência de mercado. Mas souberam aproveitar o crescente mercado global de maconha legalizando seu cultivo e comercialização, não só para consumo pessoal.

Fontes:
Quartz-South Africa legalizing pot at home is great news for its neighbors

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *