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CONTRA O DESPERDÍCIO

Supermercado de alimentos vencidos faz sucesso na Dinamarca

Inaugurado em fevereiro, em Copenhague, o supermercado de alimentos vencidos WeFood fez tanto sucesso que vai abrir outra filial na cidade

Supermercado de alimentos vencidos faz sucesso na Dinamarca
Na Dinamarca é legal vender produtos vencidos desde que não façam mal à saúde (Foto: Facebook/Wefood)

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O primeiro supermercado do mundo de alimentos vencidos na Dinamarca está dando tão certo que abriu outra filial este mês. O WeFood vende produtos fora da validade com preços de 30% a 50% mais baratos do que o preço normal. O estabelecimento deu tão certo em Copenhague, que uma nova loja vai abrir num bairro chamado Nørrebro. O primeiro estabelecimento abriu em fevereiro deste ano.

Leia mais: Dinamarca inaugura supermercado de produtos vencidos
Leia mais: Como existe fome com tanto desperdício?

Vender comidas fora da validade é legal na Dinamarca desde que esteja claramente avisado e que não haja nenhum risco imediato ao consumi-lo. O projeto ajuda consumidores ecologicamente conscientes e pessoas que têm orçamentos bem apertados.

Os produtos são doados por diversos fornecedores. A Føtex, uma das maiores cadeias de supermercado do país, por exemplo, é a fornecedora da WeFood de pães e outros produtos.

O supermercado de alimentos vencidos é parte de uma iniciativa do governo de reduzir o desperdício de comida na Dinamarca em conjunto com a ONG DanChurchAid.

Todo ano mais de 700 mil toneladas de comida são desperdiçadas na Dinamarca. Desde sua abertura, o WeFood recebeu mais de 40 toneladas de comida que teriam sido destruídas.

Neste ano, a França aprovou uma lei que proíbe supermercados de jogarem fora comidas não vendidas. Além disso, o Reino Unido abriu o primeiro supermercado de alimentos vencidos no país em Pudsey.

Fontes:
The Independent-World's first food waste supermarket so popular it has to open second branch after 9 months
Wefood-Wefood

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3 Opiniões

  1. Ronaldo disse:

    No Brasil milhões de pessoas passam fome ou comem o insuficiente para mater a sua sobrevivência, uns ganham muito mal, outros são subempregados e quase milhões estão desempregados, a imprensa com o seu sensacionalismo de plantão são os primeiros a denunciar produtos vencidos de um, dois dias ou de algumas semanas, os setores de saúde publica poderia analisar, produtos que podem ou não ser comercializados por mercados populares, para consumo imediato, com preços infinitamente, mais baratos, ao invés de serem jogados no lixo, ocasionando uma contaminação imensa no meio ambiente.

  2. laercio disse:

    Há uma infinidade de soluções práticas que deveriam ser estimuladas pelo governo; instituições e empresas poderiam investir no sentido de promover o consumo de PVT (proteína texturizada) em desfavor da proteína animal. Esta atitude faria com que houvesse equilíbrio no orçamento de muitas famílias, e ainda teia efeitos indiretos a exemplo da redução do consumo de água, pois, para produzir um único quilo de carne são usados 2750 litros de água.
    O que poderia sinalizar como desfavorecimento da industria da carne seria compensado pela industria de proteinas derivadas de soja.
    O impacto direto e indireto desta mudança acusaria favorecimento nos mais diversos campos da economia nacional.
    O assunto é amplo! lembremos da reciclagem de alimentos para fins diversos, trazendo ocupação e renda e liberando os aterros sanitários.
    Seria oportuno ter um meio popular para que houvesse um amplo e constante debate acerca do tema.

  3. Christine disse:

    Concordo plenamente com os dois comentaristas acima! A grande maioria dos produtos vendidos em supermercado vem com um prazo de validade inferior ao verdadeiro por dois motivos: alguns produtores preferem reduzir o prazo por mera precaução; outros o fazem para induzir o consumidor a jogar fora (sem necessidade) e comprar outro, como é o caso visível de produtos como sabonetes, desodorantes, creme dental etc. Em país pobre trata-se de crime mais grave ainda.

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