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Visa e Mastercard aguardam para entrar no mercado chinês

As duas empresas esperam há mais de um ano autorização para terem acesso ao mercado de pagamentos da China

Visa e Mastercard aguardam para entrar no mercado chinês
O Banco Popular da China ainda não se pronunciou a respeito dos pedidos (Foto: Pixabay)

Visa e Mastercard ainda aguardam resposta aos seus pedidos de entrada no mercado chinês de pagamentos
Duas das maiores operadoras de cartões de crédito do mundo, elas superaram as estimativas dos analistas quanto ao desempenho financeiro no quarto trimestre de 2018.

A Mastercard teve um lucro líquido de US$ 899 milhões, quase o quádruplo dos US$ 227 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, um aumento causado por uma grande redução de sua taxa de impostos nos EUA. A Visa, por sua vez, registrou lucros e receitas melhores do que o esperado, mas o baixo volume de pagamentos desapontou os investidores e provocou uma queda no preço das ações.

No entanto, apesar do ótimo desempenho, as duas empresas esperam há mais de um ano autorização para terem acesso ao mercado de pagamentos da China.

Apesar das regras aprovadas em 2017, que eliminaram os obstáculos para a entrada de empresas estrangeiras no mercado chinês de pagamentos, o Banco Popular da China ainda não se pronunciou a respeito dos pedidos da Visa e da Mastercard.

No final do ano passado, a American Express se tornou a primeira empresa estrangeira autorizada a operar no mercado chinês, porém, por meio de uma parceria de 50% com uma empresa chinesa. Em uma teleconferência com analistas em 30 de janeiro, o CEO da Visa, Al Kelly, descreveu um plano semelhante de parceria com a fintech chinesa Lakala nos próximos três anos.

Mas o objetivo em longo prazo da Visa é a obtenção de autorização de acesso ao mercado chinês de pagamentos, sem a necessidade de parcerias locais. “Continuamos a trabalhar com as agências reguladoras e o governo chinês para atingirmos nossa meta”, disse Kelly na teleconferência.

Porém, outra questão preocupa os investidores. No caso, a competição com os sistemas de pagamento online da China, como o AliPay e o WeChat, sobretudo no exterior. Segundo estimativas, em 2020, as duas empresas irão concentrar 40% de todos os pagamentos online feitos em território chinês. Com a possível entrada no mercado americano, a receita delas pode chegar a US$ 43 bilhões anuais, o equivalente a pouco menos de um terço dos pagamentos processados por cartões de crédito e bancos.

Ao ser perguntado sobre essa possibilidade, Kelly manteve uma atitude cautelosa. “Acho que ainda é cedo para comentar”, disse Kelly.

Fontes:
Quartz-Visa and Mastercard still want to enter China, but China isn’t cooperating

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