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Transporte marítimo

Egito testa segundo Canal de Suez

Navios de carga passaram pelo segundo Canal de Suez do Egito, ao lado do primeiro, neste sábado, 25, durante uma operação-teste

Egito testa segundo Canal de Suez
O canal original, aberto há quase 150 anos, liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho (Foto: Wikimedia)

Vários navios de carga internacionais conseguiram navegar por uma nova rota marítima, ao lado do Canal de Suez, no Egito, no último sábado, 25, como parte de uma operação-teste. A construção deste segundo canal, ao lado do original, começou há menos de um ano. A rota de 72 km permite o tráfego em mão dupla, além de acomodar embarcações maiores.

O canal original, aberto há quase 150 anos, liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho. O atual presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi diz que esta expansão de uma das mais movimentadas rotas de navegação do mundo vai impulsionar o comércio e aumentar o número de empregos no país. O canal atualmente lida com 7% do negócio global transportado pelo mar e é uma das principais fontes de renda em moeda estrangeira do Egito.

Há temores de que a região esteja se tornando menos segura, no entanto. A península do Sinai, que faz fronteira com o canal, é a base de um grupo insurgente, que já matou centenas de pessoas desde a derrubada do presidente Mohamed Morsi em 2013.

O custo estimado da nova rota é de cerca de US$ 8,5 bilhões. Ela vai ser formalmente inaugurada no dia 6 de agosto, um ano depois que a construção começou. No entanto, alguns especialistas estão incertos em relação às projeções de receita e, por isso, acham que o dinheiro deveria ter sido gasto em outro lugar.

Fontes:
BBC News-Egypt holds trial run on second Suez Canal
O Globo-Novo Canal de Suez é aprovado em teste

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Os militares conseguem essas proezas, tais como entregar a obra dentro do prazo e por um custo abaixo do orçado, exatamente como já foi no Brasil que conseguiu construir Itaipu, a ponte Rio Niterói e a freeway no RS.
    Imagino se a construção tivesse sido feita por um governo civil tipo petê e a obra tivesse sido entregue ao Marcelinho. Imaginem uma propina de 10% sobre 9,5 bilhões de dólares a ser dividida entre os políticos da base de sustentação de um governo do partido dos trabalhadores egípcio, sob orientação de um molusco cefalópode.

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