Início » Economia » Empresas alemãs vão às compras do outro lado do oceano
Aquisições estrangeiras

Empresas alemãs vão às compras do outro lado do oceano

Porque empresas alemãs estão indo às compras do outro lado do oceano

Empresas alemãs vão às compras do outro lado do oceano
O novo apetite da Alemanha por aquisições é arriscado (Reprodução/Getty Images)

As raízes alemãs dos EUA são firmes e fortes. Da Califórnia a Nova York, 48 milhões de pessoas afirmam ter ascendência alemã, o que tornaria os EUA a maior colônia de alemães do mundo. Mas em relação à propriedade de empresas a Alemanha opera abaixo da sua capacidade, sendo responsável por apenas 8% do investimento estrangeiro direto no país. O país fica em sétimo lugar, atrás da França, Grã-Bretanha e Japão, entre outros. Empresas britânicas e japonesas são especialmente sujeitas a episódios megalomaníacos através dos quais elas tentam, e fracassam, conquistar os EUA. As empresas alemãs têm sido mais moderadas.

Em 2014, no entanto, as coisas mudaram. Gigantes alemãs como Siemens, SAP, Bayer e Infineon foram às compras, tendo gasto até agora mais de US$ 65 bilhões em empresas americanas. De todas as empresas americanas que receberam ofertas de compra estrangeiras neste ano, um quinto delas, em termos de valor, foram de compradores alemães.E de todas as aquisições estrangeiras operadas por empresas alemãs, 60% foram de empresas americanas.

O novo apetite da Alemanha por aquisições é arriscado, mas os compradores parecem ter aprendido as lições sobre planos ambiciosos demais a partir dos episódios da Daimler e da Deutsche Telekom. Em maio a Bayer comprou a divisão de remédios que não precisam de receitas para serem comprados da Merck & Co americana (que não deve ser confundida com a empresa alemã de nome similar). A Bayer agora planeja se desfazer de suas divisões de plásticos e revestimento. A Siemens vendeu uma joint venture com a Bosch no mesmo momento em que comprou a Dresser-Rand em 22 de setembro. Os sete maiores negócios envolvem quase US$ 1 bilhão de cortes de custo e nenhum dos compradores está assumindo uma dívida excessiva.

As metas de cortes de gastos deixará os funcionários americanos apreensivos. Mas comparado ao investidor estrangeiro médio nos EUA, as empresas alemãs costumam ser financeiramente mais seguras e gastarem uma parte maior de suas receitas em salários. Muitas oferecem programas de treinamento à moda alemã. Há coisas piores que trabalhar para uma empresa americana que foi comprada por uma alemã.

 

Fontes:
The Economist-The Germans are coming, again

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *