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Lei Florange

Empresas francesas perdem espaço no mercado

A 'Lei Florange' aprovada em 2014 e que entrará em vigor em março de 2016 destina-se a garantir o direito de voto duplo nas assembleias de acionistas

Empresas francesas perdem espaço no mercado
Só uma empresa francesa encontra-se entre as 50 principais empresas mundiais em valor de mercado (Reprodução/Wikipedia)

A França sempre se orgulhou de seus líderes corporativos. Mas hoje a situação é preocupante. Só uma empresa francesa encontra-se entre as 50 principais empresas mundiais em valor de mercado. A Bolsa de Valores do país representa apenas 3% do mercado de ações do mundo inteiro, menos de 5% há dez anos.

A empresa de mídia Vivendi está sendo pressionada pelo fundo ativista P. Shoenfeld Asset Management (PSAM) para distribuir dividendos aos acionistas. Algumas empresas francesas, entre elas Alstom (engenharia), Alcatel (telecomunicação) e Lafarge (cimento), foram compradas por estrangeiros. Os chineses já começaram a investir no mercado francês. A Peugeot vendeu uma participação para a Dongfeng, uma fábrica de automóveis de Wuhan que, sem dúvida, espera em algum momento assumir o controle da empresa. O Club Med, uma empresa de entretenimento administrada pelo filho de um  presidente francês, agora pertence a um chinês que enriqueceu inicialmente com a venda de pães em Xangai.

Diante desse cenário preocupante, o governo francês pretende adotar medidas para aumentar o poder dos direitos de voto de acionistas leais. Essas medidas que têm o objetivo de proteger as empresas de especulações e ameaças conquistaram o apoio dos países europeus, mas, na verdade, serão mais prejudiciais do que benéficas.

A “Lei Florange” aprovada em 2014 e que entrará em vigor em março de 2016 destina-se a garantir o direito de voto duplo nas assembleias de acionistas, que mantêm sua participação em uma empresa francesa por mais de dois anos. A mudança é automática, a menos que dois terços dos acionistas votem para alterar as constituições de suas empresas, como algumas já estão tentando fazer.

 

Fontes:
Economist-Double trouble

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