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Negócios sustentáveis

Empresas investem em energias renováveis

As empresas estão cada vez mais convencidas que salvar o planeta é um bom negócio

Empresas investem em energias renováveis
Esse movimento não se limita às empresas do setor de energia (Foto: Wikimedia)

Em 1º de junho, seis grandes empresas europeias de petróleo e gás fizeram uma proposta de fixar um preço global coordenado para as emissões de dióxido de carbono, com o objetivo de restringir o impacto ambiental da queima dos combustíveis fósseis. De certa forma, a declaração foi bombástica.

Há cinco anos ninguém esperava que houvesse uma mudança de postura em relação ao meio ambiente: como produtores da maioria dos combustíveis poluentes do mundo, o setor de petróleo e gás não apresentava sinais de querer unir forças, a fim de acelerar a mudança para o uso de combustíveis menos prejudiciais ao ecossistema. “É uma espécie de revolução”, disse Patrick Pouyanné, o CEO da Total, uma dessas seis empresas.

Esse movimento não se limita às empresas do setor de energia. Enquanto os líderes mundiais preparam-se para uma reunião em Paris no mês de dezembro, com a finalidade de elaborar um acordo sobre a redução da emissão dos gases de efeito estufa, a atitude diante das alterações climáticas mudou de uma maneira radical em setores os mais diversos da atividade econômica.

Em 2009, quando uma conferência internacional em Copenhague não conseguiu formular um novo acordo para substituir o Protocolo de Kyoto, muitos executivos não se preocuparam com o fracasso da tentativa, nem com o problema do aquecimento global. Na opinião deles, as medidas regulamentares da Europa para a preservação das condições climáticas e o comércio de carbono com um impacto limitado, apenas influenciaria a concorrência entre as empresas. Desde então, três fatores mudaram.

Primeiro, o preço das fontes de energia renováveis, sobretudo a energia solar, teve uma queda bastante acentuada, ao mesmo tempo em que seu uso na produção de energia está aumentando. Em segundo lugar, os consumidores atuais têm uma preocupação maior com a mudança climática. Por fim, os investidores, em especial os de longo prazo como os de fundos de pensão, conscientizaram-se dos riscos de terem empresas com ativos e modelos de negócios passíveis de perderem valor, quando o mundo conseguir reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera.

Algumas empresas, em vez do uso de combustíveis fósseis que provocam grandes danos ambientais, como o carvão, estão investindo em energias renováveis e na adoção de políticas mais ecológicas e sustentáveis no mundo inteiro. “Atualmente, o custo de ficar passivo perante os acontecimentos é muito superior ao de agir”, disse Paul Polman, o executivo-chefe da Unilever, uma empresa anglo-holandesa que produz bens de consumo. “Nossas razões não são exatamente altruístas”, admitiu outro CEO europeu. “Mas os clientes e acionistas cobram essas iniciativas.”

Fontes:
The Economist-Walking the walk

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