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Enigmas da América Latina em 2015

América Latina terá a difícil tarefa de buscar crescimento ecoômico em 2015, segundo previsões para economias mundo afora

Enigmas da América Latina em 2015
A economia mundial ainda não se recuperou dos impactos da crise financeira de 2008 (Reprodução/ Internet)

De acordo com previsões, o fraco dinamismo da demanda global, a tendência de queda no preço das commodities e a valorização do dólar colaboraram para o apático crescimento de 1,1% da América Latina no ano passado, o mais baixo já registrado pela região desde 2008.

No entanto, a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), órgão da ONU para a região, prevê um melhor desempenho em 2015, de até 2,2%. A previsão é que o crescimento regional se recupere graças ao bom desempenho de economias de menor peso regional, como Panamá (7,0%), Bolívia (5,5%), Peru, República Dominicana e Nicarágua (todos com 5,0%). Já nações como Brasil e Argentina contam com previsões mais modestas. Confira abaixo cinco desafios que a América Latina terá de enfrentar este ano para recuperar o crescimento.

1. Economia global

A economia mundial ainda não se recuperou dos impactos da crise financeira de 2008. A opinião de órgãos públicos, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), e privados, como o Goldman Sachs, é de que este ano de 2015 será ligeiramente melhor do que os anteriores, mas a economia global não recuperará o dinamismo anterior à crise de 2008.

2. Matérias primas

Em 2013, o valor médio de produtos primários (minerais, energéticos e alimentos) sofreu uma queda de 5% e, em 2014, 10%.

“Acreditamos que o petróleo continuará com sua tendência de queda, enquanto os preços de minérios se manterão ou sofrerão uma queda muito leve, e os dos alimentos terão uma ligeira melhora”, diz  Daniel Titelman, diretor da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal, a BBC.

Dessa forma, a América Central, que importa energia, se beneficiará, enquanto a América do Sul deve sair prejudicada.

3. Turbulência financeira

Com o fim da política de afrouxamento monetário (Quantitative easing ou QE), nos Estados Unidos em 2014, o dólar se fortaleceu, o que provocou uma forte desvalorização das moedas regionais.

O Brasil foi um dos mais afetados na América Latina. O real se desvalorizou 13% em relação à divisa americana no ano passado.

E com uma eventual elevação da taxa de juros dos Estados Unidos, prevista para acontecer ainda neste ano, as moedas latino-americanas devem perder ainda mais valor, em muito por conta da fuga de capital.

4. Desempenhos diferentes

O relatório da Cepal reúne dados de 33 países da América Latina e Caribe. Nesse cenário tão amplo, as diferenças são inevitáveis. Regionalmente, a América Central cresceu em 2014 3,7% e deve crescer 4,1% em 2015. Na América do Sul, as taxas são um pouco menores: 0,7% e 1,8%, respectivamente.

Já na análise individual, o órgão da ONU prevê um desempenho melhor para a enorme maioria, apesar das performances diferentes.

Os problemas políticos no México, as eleições e a resolução dos problemas dos fundos especulativos na Argentina podem inclinar a balança em uma ou outra direção.

Fontes:
BBC-Quatro enigmas da economia da América Latina em 2015

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