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Gás de xisto

Entraves políticos impedem a exploração de xisto na Argentina

O campo de Vaca Muerta armazena 16,2 bilhões de barris de petróleo de xisto e 10 bilhões de metros cúbicos de gás de xisto

Entraves políticos impedem a exploração de xisto na Argentina
A quantidade armazena no campo de Vaca Muerta pode abastecer a Argentina por mais 150 anos (Reprodução/Internet)

A Argentina detém a segunda maior reserva de gás de xisto do mundo, a maior parte dele em Vaca Muerta. Uma pesquisa da US Energy Information Administration (EIA, na sigla em inglês) sugere que o campo armazena 16,2 bilhões de barris de petróleo de xisto e 10 bilhões de metros cúbicos de gás de xisto.

Isso representa mais petróleo de xisto do que México e mais gás de xisto que o Brasil. É o bastante para satisfazer a atual demanda de energia da Argentina por mais de 150 anos, e poderia transformar o país em exportador novamente.

Mas há várias ressalvas. Um obstáculo maior é a política energética do país. Controle de preços e impostos sobre exportação desestimularam investimentos; a produção de petróleo e gás caiu enquanto a demanda cresceu. A não ser que a política mude será difícil encontrar os US$ 140 bilhões a US$ 200 bilhões que os petroleiros afirmam serem necessários para o desenvolvimento em larga escala de Vaca Muerta.

Mesmo antes da moratória, muitas empresas de energia desconfiavam da Argentina. Os custos de operação são altos porque o controle cambial aumenta o preço de equipamentos importados. A nacionalização das ações da Repsol para a YPF em 2012, após a empresa espanhola ter feito grandes descobertas de gás de xisto em Vaca Muerta, foi um choque.

Will Pearson do Eurasia Group, uma consultoria de risco político, afirma que a maioria das empresas esperará até a eleição presidencial da Argentina, que deve acontecer em outubro de 2015, antes de decidir se passam da exploração à produção.

Fontes:
The Economist-Dead-cow bounce

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