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Carnaval

Especialista dá dicas sobre como aproveitar a folia de bem com o bolso

Economista fala sobre o perigo dos supérfluos e de como sair do vermelho após o carnaval

Especialista dá dicas sobre como aproveitar a folia de bem com o bolso
Os supérfluos podem ameçar o orçamento no fim do mês

O feriado de Carnaval é aguardado por muitos como uma oportunidade única para relaxar e se divertir. Mas ficar com a “barba de molho” praticamente uma semana pode acabar em dor de cabeça no fim do mês, tanto para quem viaja quanto para os que ficarem em casa, se o consumidor não ficar de olho nas finanças. A dica, para não arriscar perder a tranquilidade o ano todo por causa dos excessos de gastos durante a folia, é ficar atento aos supérfluos.

Para o economista Vítor Wilher, especialista do Instituto Millenium, quem viaja gasta mais do que quem fica em casa no Carnaval, já que custeia hospedagem, passagem, alimentação e combustível. Ele alerta que, em ambos os casos, os consumidores devem focar a atenção nos pequenos gastos – que muitas vezes passam despercebidos — e que podem pesar no orçamento do fim do mês. “Gasta-se muito com pequenas coisas, como restaurante, petiscos e bebidas na praia, ingresso para clubes e fantasia para crianças.”

O economista explica que, em geral, existe uma leve ideia de quanto será gasto no feriado, mesmo no caso de famílias que não planejam os gastos para o período. Neste valor aproximado, porém, são comuns as pequenas contas não serem contabilizadas e é aí que mora o perigo. “São justamente esses pequenos gastos que somados fazem a diferença no final do mês, dado que é muito difícil saber com exatidão quanto se gastará com os mesmos.”

Outra variante importante que deve ser levada em consideração é a faixa etária. “Os mais jovens têm uma cesta de consumo nessa época completamente diferente dos mais velhos, que já possuem família e filhos. Daí que não existe um número médio em relação a esses gastos extras, dada a forte heterogeneidade das amostras”, aponta.

O especialista lembra, ainda, que é importante o consumidor estar ciente da alta carga tributária que incide sobre os preços de produtos típicos desta época e sobre aqueles que vendem mais no feriado, como cerveja e água mineral. “Você tem um sensível aumento dos preços, impactando diretamente no bolso do consumidor.” Então, para conseguir sobreviver a toda essa “esfera favorável à gastança”, a receita é fácil: planejar.

Primeiro, deve-se limitar os gastos a um teto e calcular uma média de gastos diários. Para uma família com dois filhos e que irá passar os quatro dias em uma cidade praiana, pode-se estipular um teto de R$ 1.200 para esse período de folia. Desse modo, sabe-se que é possível gastar até R$ 300 por dia, com esses “pequenos” gastos. “Quando o teto diário estiver próximo, é hora de voltar para casa. Eu considero muito difícil a pessoa se preocupar com cada gasto que faz, por isso o teto é uma idéia mais palatável”, indica o especialista.

Já para aqueles que gastaram e suspeitam que depois do feriadão podem estar no vermelho. Wilher afirma que o melhor é trocar uma dívida por outra. “Se você entrou no cheque-especial ou no cartão de crédito e não consegue pagá-las, a melhor forma é fazer a troca de dívidas. Pegar um consignado, um crédito direto ao consumidor para pagar essas dívidas que se acumularam no período. Você paga as mesmas e depois suaviza o débito em pequenas prestações que caibam no seu bolso ao longo do ano.” E para o Carnaval 2013, o segredo é guardar uma reserva e deixa a preocupação de lado.

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